Agnelo Queiroz afirma não aceitará interferências em sua gestão.

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Do Correio Web.
Ana Maria Campos

O governador Agnelo Queiroz (PT) demonstrou ontem, publicamente, o
descontentamento em relação à postura do ex-secretário de Obras Luiz
Pitiman na votação do projeto de lei que deu superpoderes à Companhia
Imobiliária de Brasília (Terracap), aprovado na Câmara Legislativa na
última semana de junho. Em entrevista concedida após evento na sede do
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal, Agnelo
considerou um “erro grave” a conduta do peemedebista ao articular a
rejeição de uma proposta encaminhada pelo próprio Executivo para
apreciação dos distritais.“Temos um comando único. É o único motivo da
saída (de Pitiman do governo).”

Agnelo demonstra, assim, que teve
papel decisivo na demissão de Pitiman, embora ele tenha entregado ao
governador uma carta de demissão na última quinta-feira. Na despedida, o
então secretário de Obras lamentou a aprovação do projeto que
transferiu para a Terracap a responsabilidade de conduzir a principal
obra da atual gestão, a construção do Estádio Nacional de Brasília, que
vai receber jogos da Copa de 2014. O pedido de exoneração, no entanto,
foi apenas consequência de pressão do PT, partido de Agnelo, para tirar
Pitiman da Secretaria de Obras. “Objetivamente, essa questão do Pitiman
tem a ver com a ação da secretaria com relação à divergência de projetos
de governo enviados à Câmara Legislativa”, afirmou o governador.

Durante
três semanas, Pitiman foi fritado nos bastidores. A decisão de demitir o
secretário de Obras foi tomada ainda na madrugada de 30 de junho,
quando os deputados distritais votaram o projeto. A Terracap passou a
ter a prerrogativa de investir recursos próprios em obras de
infraestrutura e também realizar parcerias público-privadas. Pitiman não
gostou da movimentação política, ocorrida justamente quando o
vice-governador Tadeu Filippelli, responsável pelas indicações no setor,
estava fora do Brasil. O então secretário de Obras comandou mobilização
para tentar impedir a aprovação do projeto. A costura política foi
derrotada graças ao empenho contrário do secretário de Governo, Paulo
Tadeu, e do presidente da Câmara Patrício (PT).

O governador
demonstrou ontem não estar interessado em atritos com Pitiman, que
assumirá mandato de deputado federal pelo PMDB em até 30 dias. Por isso,
elogiou o ex-auxiliar, mas demonstrou que não aceitará interferências
em sua gestão. “Ele (Pitiman) é um excelente auxiliar, faz um trabalho
maravilhoso, continuará na Câmara com apoio total a nós. Não altera a
nossa confiança. Entretanto, um erro desse é grave”, avaliou.

Técnico
Com a saída de Pitiman,
Agnelo deve nomear um técnico para a pasta, conforme revelou ontem o
Correio. A intenção do governador é escolher alguém identificado com o
seu próprio grupo político, sem subordinação ao PMDB. Até ontem, não
havia uma definição. Mas a escolha do novo secretário é a prioridade num
momento em que Agnelo e pretende fazer adequações em sua equipe até o
fim da semana, antes do retorno dos trabalhos no Legislativo.

O
suplente de Pitiman, Ricardo Quirino (PRB), representante da Igreja
Universal, deve assumir um cargo no governo, no primeiro escalão ou em
alguma empresa vinculada ao Executivo. Mas essa decisão passa por um
arranjo político. Quirino gostaria de ocupar uma pasta na área social. A
pasta de Desenvolvimento Social está sob a gestão de Arlete Sampaio,
distrital licenciada e importante colaboradora do governo. Dificilmente
será desalojada. Quirino disse ontem ao Correio que ainda não se
encontrou com Agnelo para discutir uma função e aguarda um chamado para
tratar do assunto.

(Colaborou
Luiz Calcagno
)

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