Agnelo Queiroz decidiu nomear um técnico para a Secretaria de Obras

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Do Correio Web.

Entendo que, por enquanto, ele foi muito correto. Acho que ele vai
 lembrar que é governador graças a um equilíbrio de forças fundamental 
para vencer a eleição, que contou com participação fundamental do PMDB 
Luiz Pitiman,  deputado federal ( Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 
21/1/11)O governador Agnelo
Queiroz (PT) decidiu nomear um técnico para a Secretaria de Obras. O
anúncio do sucessor do peemedebista Luiz Pitiman deve sair até amanhã. A
exoneração, a pedido, foi confirmada no Diário Oficial do Distrito
Federal de ontem, mas ainda não há decisão pública sobre quem vai
comandar o setor de infraestrutura do governo. O momento é crítico na
aliança entre PT e PMDB, uma vez que o vice-governador Tadeu Filippelli
perde a prerrogativa de indicar alguém de seu grupo político para o
setor. Deputado federal, Pitiman agora tem uma tribuna para se
manifestar. Em carta de demissão, ele afirmou que sua permanência no
Executivo tornou-se insustentável quando a pasta começou a perder poder.


Entendo que, por enquanto, ele foi muito
correto. Acho que ele vai lembrar que é governador graças a um
equilíbrio de forças fundamental para vencer a eleição, que contou com
participação fundamental do PMDB Luiz Pitiman, deputado federal

Pitiman
reclama do projeto de lei, aprovado pela Câmara Legislativa na última
semana antes do recesso, que deu à Companhia Imobiliária de Brasília
(Terracap) o poder para conduzir o principal projeto do governo Agnelo, a
construção do Estádio Nacional de Brasília. Ao Correio, Pitiman afirmou
que Agnelo tem agido de forma ética e correta com o PMDB até o momento,
mas teria cedido à pressão do PT. “Entendo que, por enquanto, ele foi
muito correto. Acho que ele vai lembrar que é governador graças a um
equilíbrio de forças fundamental para vencer a eleição, que contou com
participação fundamental do PMDB”, disse.

De acordo com Pitiman, a
Secretaria de Obras já perdeu espaço, indepedentemente de quem assumir o
cargo. Ele sustenta que as obras estão diluídas entre as secretarias.
Dessa forma, segundo ele, as pastas de Educação e Saúde, por exemplo,
cuidam dos projetos relacionados a escolas e hospitais. “Não concordo
com esse modelo, afirmou. Com a medida, o PT, partido de Agnelo,
consegue ter controle sobre grande parte do orçamento que deveria, em
tese, ser conduzido pelos órgãos administrados pelo PMDB.

O
ex-secretário tentou reunir forças com integrantes de outros partidos da
base de sustentação do governo, numa forma de demonstrar que a cúpula
do Palácio do Buriti abriu um precedente nos compromissos eleitorais.
Nesse movimento, no entanto, Pitiman tem agido sem a participação de
Filippelli. Presidente regional do PMDB, o vice-governador tem se
esmerado na estratégia de manter-se longe da crise, sem atritos diretos
com Agnelo, mesmo com a possível perda de espaço. Com a posse de Pitiman
no mandato de deputado federal, o suplente Ricardo Quirino (PRB) vai
para o Executivo. As negociações ainda não estão concluídas. O PTB
também deverá ser atendido. É possível que o deputado distrital
Cristiano Araújo assuma um cargo no governo.

Agnelo Queiroz
decidiu usar a situação de Pitiman como um caso exemplar. O governador
não gostou da postura de independência do secretário de Obras,
especialmente no projeto que concedeu superpoderes à Terracap, ocasião
em que Pitiman tentou impedir a aprovação da proposta do Executivo sem o
respaldo de Agnelo. A pessoas próximas, ele têm dito que a exoneração
de Pitiman foi um ajuste necessário para reafirmar a verticalidade das
decisões de governo.


Colaborou Lilian Tahan

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