Agnelo Queiroz tem um plano.

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Agnelo precisa dar um basta na Torre de Babel ideológica e começar de fato a mostrar serviço; caso contrário, dificilmente vai sair da lanterna em 2014
Jornal Opção – Como foi amplamente divulgado, Agnelo amarga 70,3% de desaprovação, “maior índice registrado desde maio de 2011, quando o O&P começou avaliar a popularidade do governador”. Estes números assustaram muita gente, mas não causaram arrepios na base governista. O núcleo que defende a tese de reeleição acredita que a maré negativa pode mudar a partir do próximo ano, quando haverá uma “avalanche de obras que vão mudar essa decepção do brasiliense”, comenta uma fonte petista. De fato, o que se ouve sobre a gestão do PT é que “tem política demais e gestão de menos”. As decisões acabam sendo diluídas num emaranhado de interesses clientelistas sem levar em conta os interesses da população. Os grupos que ainda rezam na velha cartilha ideológica, terminam por tumultuar a gestão de Agnelo. Não tem um cantinho na máquina pública do DF que não esteja sob o olhar dos “cumpanhêros”.


Como se trata de uma primeira pesquisa em que potenciais adversários, como o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), Alberto Fraga (DEM), Luiz Pitiman (PMDB?), Toninho do PSOL, Valmir Cam­pelo e Eliana Pedrosa (PSD) estão martelando seus nomes há algum tempo, o PT não perdeu a calma. Na avaliação de lideranças sensatas, “trata-se um levantamento preliminar que não reflete o futuro e sim, o momento”. De fato pesquisas como esta virão às pencas e servirão para nortear erros e acertos dos pretendentes ao Buriti.

O lance ousado, peitando as pretensões do aliado Cabo Patrício em  aprovar a emenda regimental para disputar a reeleição, dá uma pista de como o governador quer ter o controle político da base aliada. Patrício, mesmo sendo petista, não inspira tanta confiança ao ponto de merecer a intervenção de Agnelo para aprovar a emenda da reeleição. O governador não quer ficar refém da Câmara Legislativa em ano eleitoral, principalmente de um companheiro de partido, por isso optou por uma chapa mais alinhada com o governo. Feito isso, pegou as malas e viajou devendo voltar só quando o novo presidente da Câmara Legislativa for escolhido. Como médico humanista, le­vou na bagagem um caderno de receitas para escolher qual o me­lhor remédio para amolecer corações e mentes do brasiliense.

Talvez após suas férias, Agnelo realmente dê um basta nesta Torre de Babel ideológica e comece de fato a mostrar serviço. Caso contrário, mesmo mudando seu marketing político, dificilmente vai sair da lanterna na disputa de 2014. “Quando retornar de viagem, Agnelo vai formatar seu plano estratégico para, a partir de 2013, reverter os números negativos de seu governo”, conta uma fonte petista.

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