Agnelo se reúne com Dilma em busca de soluções para violência no Entorno

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Policiais da Força Nacional revistam moradores em Águas Lindas: 
presença de militares não reduziu os crimes (Paulo de Araújo/CB/D.A 
Press - 22/4/11)

A
onda de criminalidade que aterroriza o Entorno mobilizou órgãos
federais e estaduais para tentar garantir a paz na região. Ao longo
desta semana, autoridades voltaram-se às carências de infraestrutura e
de políticas sociais dos municípios dos arredores do Distrito Federal.
Ontem, o governador Agnelo Queiroz reuniu-se com a presidente Dilma
Rousseff e governadores do Centro-Oeste para somar esforços e minimizar o
caos implantado na região. Os resultados, porém, estão longe de
aparecer.

Durante a reunião, Agnelo anunciou que estuda medidas
de intervenção para reduzir as taxas de crimes. “O Entorno é área
territorial de Goiás, mas também diz respeito ao Distrito Federal porque
recebe toda a demanda. Tem que ser uma ação conjunta”, pontuou Agnelo. A
presidente vai nomear a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, para
realizar as ações do Pacote de Aceleração do Crescimento (PAC) com os
governos do DF e de Goiás. “Só assim poderemos enfrentar os problemas
sociais. É fundamental integrar as ações às políticas de combate à
pobreza”, acrescentou Agnelo.

Longe dos holofotes, o promotor de
Justiça do Ministério Público de Goiás e coordenador do Projeto do
Entorno, Luís Guilherme Gimenes, encontrou-se na tarde de ontem com o
comandante da Força Nacional, major Alexandre Aragon. “Apresentei um
projeto de cidadania para o Entorno e me coloquei à disposição na luta
para diminuir a criminalidade”, disse o promotor, ao fim da reunião.

Entre
as iniciativas para reduzir as taxas elevadas de assassinatos, está a
contratação de uma consultoria internacional que vai mapear os
principais problemas que acometem o Entorno. Um deles é o alto índice de
crimes graves: as 19 cidades que formam a Região Integrada de
Desenvolvimento do Entorno (Ride) são responsáveis por 38% das mortes
registradas em Goiás no ano passado. Além disso, pelo menos 18 policiais
civis da Força Nacional Judiciária serão deslocados para Luziânia a fim
de reduzir o número de processos parados à espera de investigação. “Não
temos estudos sobre a situação do Entorno. A consultoria vai traçar os
aspectos que estamos enfrentando na segurança pública”, contou o coronel
Edson Araújo, chefe do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do
Entorno.

Estudo
Na
próxima terça-feira, Araújo vai apresentar um projeto de otimização de
segurança pública no Entorno. O estudo apontará alguns problemas
encontrados nos 19 municípios da Ride. “Será um primeiro diagnóstico.
Vamos apontar quantas delegacias necessitamos, o número de batalhões, de
unidades do Instituto Médico Legal. O Entorno concentra 38% dos
homicídios e ainda não tem uma delegacia especializada na investigação
desse crimes. Vou sugerir a instalação de mais de uma”, contou, sem
adiantar os números.

Desde abril, cerca de 100 homens da Força
Nacional de Segurança atuam em Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Cidade
Ocidental, Novo Gama e Valparaíso. Apesar da ação constante nas ruas,
levantamento da Secretaria de Segurança Pública de Goiás mostrou que a
quantidade de vítimas de crimes graves como assassinatos, estupros e
tentativas de homicídio no primeiro semestre deste ano deu um salto
significativo na comparação com o mesmo período de 2010.

Somente
em Luziânia, os crimes de estupro tiveram um acréscimo de 133%, passando
de seis ocorrências de janeiro a junho do ano passado para 14 em 2011.
As tentativas de homicídio aumentaram 50%, passando de 28 registros, no
ano passado, para 42 até junho último. Os números de assassinatos
subiram de 60 registros em 2010 para 86 em 2011, numa elevação de 43%.
Ou seja, de janeiro a junho, a cada dois dias, uma pessoa morreu
assassinada na cidade.

Armadilha
mata bandido

Após oito furtos em sua residência, o morador de
Formosa (GO) José Geraldo de Sousa, 28 anos, preparou uma armadilha
para pegar o bandido. Com uma ratoeira, cartuchos de espingarda, barras
de ferro e fios de nylon, José montou uma engenhoca na porta dos fundos
da casa. Na última quarta-feira, às 13h, Jeferson Marques Evangelista,
32, caiu na arapuca. Ao arrombar a porta e encostar na linha, o
assaltante disparou a armadilha e morreu na hora com dois tiros de
espingarda calibre 12 no peito. Segundo a delegada-chefe da 2ª DP de
Formosa, Renata Brandimarte, o inventor do artifício vai responder por
homicídio doloso e pode pegar até 30 anos de prisão. “Ele assumiu o
risco de matar alguém quando preparou a armadilha. E matou”, explica. A
vítima, segundo Brandimarte, tem diversas passagens pela polícia, entre
elas furto e agressão à mulher.

Do Correio Web.

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