Agnelo tira sementes podres para germinar reeleição limpa.

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Foto: Arquivo Notibras
Agnelo Queiroz está azeitando dois instrumentos tradicionais utilizados na medicina: bisturi e fórceps. Vão se juntar a outros dois – tesoura e pá de jardineiro. A decisão já foi tomada. Email reservado que me chega à rede indica que ele cortará o mal da reeleição pela raiz. As ervas daninhas darão lugar a sementes puras, capazes de germinarem mais quatro anos no Palácio do Buriti.

Há entre a equipe de assessores um quarteto que tem levado o governador ao desânimo. O próprio Agnelo tem se automedicado com Clonazepam. É um medicamento utilizado no tratamento da ansiedade e de estados depressivos. A dosagem diária é de um miligrama. Mas, como não tem surtido efeito, ele coloca dois miligramas na boca diariamente.
Uma das consequências graves dessa medicação é a agenda de Agnelo. Invariavelmente, é divulgada sem compromissos oficiais. Ou meros despachos internos. Na verdade, o governador vinha dormindo mais que o recomendado. Agora resolveu acordar e cuspir os sapos que foi obrigado a engolir durante a campanha e após a posse.
Pelo que se desenha na cabeça do governador, quem cuida de terra podre terá de administrar seu café no Setor de Autarquias Sul, montado com sobras de campanha. Ao menos 500 mil reais foram investidos no negócio, em parceria logo desfeita. Foi dinheiro goiano. No happy hour o café serve fatias de picanha de boi gordo.
Outra questão delicada que o governador decidiu mexer é no sangue do velho companheiro. Desde que ele tirou e deixou as barbas no molho, o homem da hemodiálise teve a amizade, antes saudável, muito abalada. A criação de sapinhos que iniciou em piscinas de adversários políticos foi a gota d’água.
As duas últimas áreas a serem mexidas têm a ver com mobilidade urbana – ou seu meio. As bacias dos ônibus transbordaram e ganharam os céus nas asas sujas do avião, não necessariamente aquele que lembra o Plano Piloto. Foi um voo cego que começa a entrar em pane. Agnelo também se arrepende de não te ficado de olho na bilhetagem. A campana criou filhotes indesejáveis. E o sino do campanário tocou em sinal de alerta.
O maior temor do governador é que as coisas mal feitas, do tipo associadas a corrupção, voltem a manchar sua administração, como aconteceu no primeiro ano em que esteve à frente do Palácio do Buriti. Sua preocupação se justifica. Quando a lama começar a jorrar os furadores de poços não podem estar mais na equipe, sob pena de a enxurrada vir com mais força do que as águas de uma cachoeira.
Informou Notibrás

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