Alagoas cobra de Abdon um engodo de 26 milhões de reais

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Foto: Arquivo Notibras

Eu contei neste espaço, há 15 dias, algumas das feias histórias de Agnelo Queiroz e alguns dos seus assessores. Mostrava, então, que muita gente que cerca o governador senta em cadeiras que serão obrigatoriamente desinfetadas quando desocupadas. É o caso de Abdon Henrique, presidente da Terracap.
No texto que abriu esta série de tristes histórias, lembrei a postura isenta do JBr e de Mino Pedrosa, um repórter que, quando não é seguro pelas rédeas, atropela todo tipo de safadeza. A matéria de hoje, curta, me tirou da rede por um dia. Fiz um passeio a Maceió. E lá Abdon está mais sujo do que pau de galinheiro.

A situação do presidente da Terracap na capital alagoana é tão delicada, que os reflexos da passagem dele (e de uma sua empresa) por Maceió começaram a respingar na Câmara Legislativa do Distrito Federal. E muitos distritais, seja oposição, seja da base aliada, já admitem uma CPI para investigar Abdon.
É aí que reside a maior preocupação. Na eventualidade de os deputados decidirem por criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI será instalada somente em 2014. E em ano eleitoral, governantes sonham com votos, não com fantasmas capazes de queimar sua imagem junto ao eleitor.
A justificativa da CPI, claro, não serão supostas negociatas atribuídas a Abdon fora de Brasília. Mas as investigações terão alguns ganchos a sustentá-la. Exemplos são muitos. Os gastos com a construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, que viraram uma verdadeira bola de neve. E a venda de áreas nobres destinadas a lazer.
Mas, vamos ao que se fala em Maceió. Lá, uma empresa (a FDL – Serviço de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda) está respondendo a uma ação movida pelo Ministério Público de Alagoas para apurar o suposto desvio de R$ 26 milhões dos cofres públicos.
A empresa pertence a Abdon Henrique, que vem a ser presidente da Terracap. O estranho é que, embora tenha sede em Brasília, a FDL não atua na capital da República. Ao menos oficialmente. O grupo tem seus negócios espalhados em pequenos estados (Tocantins, Mato Grosso e Piauí) além de Alagoas. 


Não se sabe com que poderes, a FDL de Abdon Henrique consegue assinar contratos de concessões de serviços que se arrastam um período de até 10 anos. Mas o MP alagoano abriu os olhos. E apresentou um parecer atestando que a empresa causou um prejuízo de 26 milhões de reais aos cofres públicos.

Por entender que há algo de errado, o Ministério Público acionou o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. E agora os conselheiros estão prestes a votar um relatório obrigando a FDL e seu sócio Abdon Henrique a devolverem aqueles R$ 26 milhões ao governo. Servidores do órgão contratante (o Detran local) estariam envolvidos na negociata. E o caso já cheira a peculato.
O contrato, assinado em 2006, deve expirar somente em 2016. Porém, as autoridades de Alagoas querem suspender imediatamente o contrato. E reaver o dinheiro desviado. Mesmo porque, entendem que 26 milhões, para um Estado como Alagoas, tem o peso de um lote em QL de Brasília.
No intervalo da publicação da feia história de Agnelo e seus assessores e esta nova revelação, os leitores de Notibras tiveram a oportunidade de ler o estranho caso da concorrência de uma área para o Polo Cidade Digital de Brasília.
Mas Abdon manobrou e engavetou uma garantia fiduciária de um banco da Ucrânia. Depois contou uma conversa estranha, engolida pelo jornal do outro lado da rua. Cruzando a transversal, com meros cinco passos, está a Câmara Legislativa. Lá há deputados sérios. E a CPI, quando menos se esperar, baterá nas portas da Terracap, do Buriti e do Mané Garrincha.
Informou o Notibrás

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