Aliados de Lupi são acusados pelo TCU de participar de fraude em convênios.

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Vinicius Sassine para o Correio Web.

Fachada da Fenamoto, em Goiânia: entidade presidida por amigo de Lupi (Cleuber de Souza/Esp.CB/D.A Press)
Fachada da Fenamoto, em Goiânia: entidade presidida por amigo de Lupi

A fraude na capacitação de motoboys no Distrito Federal e em Goiás, envolvendo repasses de R$ 6,5 milhões do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a duas entidades suspeitas, colocou sob suspeita o principal grupo de apoio ao ministro Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, na pasta. Assessores e diretores indicados pelo ministro e que integram as fileiras do PDT foram arrolados em processo aberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar as irregularidades. O procedimento de auditoria foi instaurado pelo TCU com base nas reportagens do Correio que revelaram a fraude, publicadas em fevereiro. A auditoria foi concluída em setembro e, caso o grupo de Lupi não apresente respostas convincentes, 14 servidores e ex-servidores do MTE — boa parte deles nos postos mais importantes do ministério — serão multados. Entre eles, está Anderson Alexandre dos Santos, exonerado por Lupi do cargo de coordenador-geral de Qualificação diante da suspeita de cobrança de propina das entidades contratadas para a capacitação profissional.

O relatório final da auditoria confirmou a ocorrência de fraudes na execução dos convênios pela Federação Interestadual dos Mototaxistas e Motoboys Autônomos (Fenamoto) e pelo Sindicato dos Trabalhadores Condutores de Veículos de Duas Rodas de Goiás (Sindimoto-GO). A Fenamoto é presidida pelo tesoureiro do PDT em Goiás, o ex-vereador Robson Alves Paulino. Em entrevista ao Correio, em reportagem publicada em fevereiro, Robson se referiu a Lupi como “chefe” e “amigo”. A entidade fraudou a execução do convênio, no valor de R$ 1,5 milhão, para capacitar motoboys no DF: pessoas sem a CNH na categoria A, necessária para guiar motocicletas, foram incluídas na lista de capacitados. A lista fornecida ao ministério relacionou nomes duplicados e inexistentes. O Sindimoto-GO, por sua vez, foi fundado por Robson e recebeu do MTE, durante a gestão de Lupi, R$ 5 milhões para a capacitação de motoboys. Mesmo com o dinheiro em conta, não houve gente suficiente para preencher as 6.630 vagas.

Reportagem de 21 de fevereiro denunciou o esquema irregular
Reportagem de 21 de fevereiro denunciou o esquema irregular   

 

Anderson Alexandre dos Santos é um dos responsáveis pelas fraudes, conforme concluiu a auditoria da 5ª Secretaria de Controle Externo do TCU. Um ofício foi expedido para o ex-coordenador-geral de Qualificação cobrando explicações. O mesmo procedimento foi adotado em relação a cinco integrantes do núcleo duro de Lupi dentro do MTE, entre eles o secretário de Políticas Públicas de Emprego, Carlo Roberto Simi, considerado um dos mais próximos a Lupi. Simi é também o presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), que administra um orçamento de R$ 30 bilhões por ano.

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