Alunos da UnB Ceilândia vão à Etiópia discutir saúde pública

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UnB Agência



Seis estudantes do curso de Saúde Coletiva vão apresentar experiências do SUS em congresso sobre saúde no continente africano

Seis alunos da Faculdade UnB Ceilândia preparam-se para embarcar para Etiópia nesta quarta-feira 11. Os estudantes do curso Saúde Coletiva vão participar do 13º Congresso Mundial de Saúde Pública, que acontece na cidade de Addis Ababa, entre os dias 23 e 27 de abril. 

O grupo vai apresentar pesquisas com estudos de caso e propostas para a melhoria do serviço público no Brasil. Entre eles, a atividade de extensão “Projeto Acolhimento”, desenvolvido no Hospital Regional da Ceilândia, como parte das ações do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse trabalho, os alunos fazem a classificação de risco dos pacientes, deslocando os que chegam ao Pronto-Socorro de acordo com a gravidade. 
O congresso pretende promover o intercâmbio de experiências sobre as principais questões da saúde pública. A maior preocupação é a busca por acesso equitativo aos serviços de saúde pelas populações pobres e marginalizadas. Os debates irão influenciar na consolidação da Federação Africana das Associações de Saúde Pública (AFPHA), que pretende estruturar a saúde pública no continente.

A diretora do campus Ceilândia, Diana Pinho, comemora a participação dos alunos no congresso. “É muito significativo que um campus com apenas quatro anos consiga enviar alunos para congressos internacionais.” Para Diana, a participação dos alunos é importante tanto para a Universidade, quanto para os próprios estudantes. “É um tremendo crescimento pessoal e coletivo. Resultado da dedicação da comunidade acadêmica, apesar de todas as dificuldades encontradas”, afirma.

A empolgação é ainda maior entre os estudantes selecionados: Oney Araújo, 24 anos, Dyego Henrique, 20 anos, Indyara de Araújo, 20 anos, Michelli Pereira, 22 anos, Antônio Cipriano, 22 anos, e Rodrigo Silvério, 21 anos. “Minha mãe conta para todos os clientes dela. Ela não está se aguentando de alegria”, conta Oney. “Toda a minha família está em festa. Quando entrei na universidade, entrei em um mundo muito distante deles, que sempre trabalharam na roça e não tiveram oportunidade de estudar. Agora eu vou para Etiópia apresentar um trabalho acadêmico! Para eles eu já sou é doutor”, relata Dyego.

“Esperamos levar um pouco dos problemas e das soluções brasileiras e aprender com a experiência dos outros países”, afirma Michelli. Para Rodrigo, conhecer a Etiópia será muito proveitoso. “Não é só com os bons exemplos que aprendemos. A Etiópia é um dos países onde a saúde é mais precária no mundo. Ver aquela realidade pode nos ajudar a pensar soluções para nós e para eles”, afirma Rodrigo.

APOIO – A iniciativa de participar do congresso partiu dos próprios alunos. “Estava em uma palestra no campus Darcy Ribeiro e vi um cartaz do congresso. Anotei as informações, cheguei em casa e contei para todos”, conta Dyego. Com as informações, os estudantes procuraram os professores. “Encontramos muito apoio de todos os professores. Apesar do prazo curto, conseguimos enviar os trabalhos e agora estamos arrumando as malas para ir para a Etiópia”, orgulha-se Indyara.

Os alunos foram contemplados por quatro bolsas do Decanato de Ensino e Graduação (DEG), no valor total R$ 4,2 mil, e duas bolsas da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS), no valor de R$ 3 mil. “Foi importante receber apoio financeiro da universidade, mas a viagem é muito cara. Só a passagem custa pouco menos de R$ 3 mil”, pondera Indyara. Para completar o dinheiro necessário, Dyego conseguiu um bico. “Estou trabalhando como jardineiro do Cemitério do Gama. Não vou deixar de ir ao congresso por nada”, afirma. 

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