Alunos sofrem com falta de professores em escola de Ceilândia.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Arthur Vinícius Nascimento tem apenas sete anos de idade e está há mais de 60 dias sem aula. Aluno da Escola Classe 64, em Ceilândia, Arthur e mais cerca de 120 alunos do 2º ano do Ensino Fundamental sofrem com a falta de professores e podem, inclusive, perder o ano letivo caso o problema não seja resolvido nos próximos dias. Na manhã desta sexta-feira (18), pais, estudantes e professores bloquearam a entrada da escola em uma manifestação para chamar a atenção da sociedade sobre a situação.


O problema iniciou em 23 de abril, quando dois professores efetivos se afastaram por problemas de saúde. Na volta do recesso de um mês em decorrência da Copa do Mundo, mais quatro professores temporários foram afastados, totalizando seis turmas sem aula. Segundo a professora Iolanda Alves, o Conselho Escolar e a direção da instituição buscam uma resposta da Regional de Ensino e da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SE-DF) desde abril. Até hoje não obtiveram respostas. A situação comoveu todos os funcionários da instituição, que possui 32 turmas ao todo, em dois períodos. “Estamos indignados. Mais uma vez vemos que a educação não é prioridade”, afirma a professora.

Em nota de esclarecimento, a Secretaria de Educação afirma que mais de 2000 profissionais foram convocados no último mês. “Ajustes estão sendo viabilizados para sanar carências pontuais em escolas da rede pública”. No entanto, para isso, os professores temporários foram afastados. “Com o bloqueio do banco de dados de docentes temporários, as escolas estão recebendo os novos professores efetivos e a partir da próxima semana”, completam.

PROTESTOS

A escola, localizada na QNM 17/19, passou pelo mesmo problema de falta de professores no início do ano letivo. Na ocasião, os próprios funcionários decidiram parar os trabalhos. De acordo com a professora Iolanda Alves, no dia seguinte a Regional de Ensino enviou novos professores. Desta vez, não tiveram o mesmo êxito. A mãe de Arthur, Dayane Grazielle dos Santos, chegou a ir na Regional de Ensino de Ceilândia, mas apenas informaram que estavam tentando solucionar o caso. 

De acordo com Dayane, o filho reclama da falta de aula e de tarefas para fazer em casa. “Ele fica triste ao ver os primos e amiguinhos indo à escola e ele não”, lamenta. A outra filha da mãe de Arthur passa pelo mesmo problema. Estudante do Centro de Ensino Fundamental 04, também em Ceilândia, ela está sem professor de matemática há quase três meses.
Jornal de Brasília

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: