Ano letivo começa sem professores em Águas Lindas.

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O problema é comum devido ao encerramento de contrato dos profissionais que não pertencem ao quadro efetivo. Outro problema comum é a falta de infraestrutura em algumas escolas.



Por Mikahely Almeida com colaboração de Fabiana Fernandes

Os alunos da rede pública estadual de Águas Lindas de Goiás começam o ano letivo com vários problemas, sem falar da péssima estrutura das escolas, a falta de professores é uma das maiores preocupações dos pais. Já que as crianças e adolescentes acabam não tendo aula, ou saem mais cedo da escola, prejudicando assim o aprendizado.

A grande maioria dos colégios estaduais está com número insuficiente de professores em seu quadro de profissionais. Este ano, as aulas se iniciaram no dia 18 de janeiro, mas os alunos ainda não tiveram as aulas normalizadas.

A presidente regional do Sindicato de Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego/Águas Lindas) e professora no Colégio Estadual Machado de Assis, Adriana Silva Lima, afirma que todo ano letivo começa igual, com a falta de professores em várias disciplinas. 

De acordo com Adriana, o pouco número de efetivos ea necessidade de renovação dos contratos, que é de apenas um ano, gera esses problemas, pois é necessário esperar que a Subsecretaria de Educação envie outro para ocupar a vaga.“Esse ano, por exemplo, a Escola começou as aulas com o quadro quase todo preenchido. Mas no início de fevereiro 10 professores terão seus contratos reincididos, e nós ficaremos com várias disciplinas sem professores”. 

Adriana fala ainda da desvalorização da categoria. “Temos problemas salariais, estão querendo tirar nossas gratificações. E isso desmotiva. Quem vai querer se formar para a área e trabalhar na rede estadual?”

O Colégio Estadual Águas Lindas é um dos poucos que ainda consegue manter as salas ocupadas com alunos. De acordo com diretora, Nelma Duarte, as aulas estão reduzidas de 50 para 40 minutos. “Aqui o problema é menor por que 95% dos professores são concursados. Os alunos têm as aulas reduzidas em 10 minutos cada. Eles lancham e depois são dispensados”, disse. 

Em contato com Regional de Educação, Lania Machado de Paiva, chefe operacional, informou que as devidas providências já foram tomadas em relação a falta de professores. “O problema já foi comunicado e a convocação sai amanhã (25)”, afirmou.

Infraestrutura

Funcionários de outras escolas estaduais reclamam do descaso em relação à educação pública estadual no Entorno. Alguns colégios funcionam em prédios alugados, onde a infraestrutura não atende as necessidades dos alunos.

Atualmente o município conta com apenas 17 escolas estaduais, número insuficiente para atender a demanda dos alunos da cidade, sendo necessária a utilização de espaços nas escolas municipais.

De acordo com um professor, que não quis se identificar, a falta de um prédio próprio causa vários transtornos aos alunos, professores e funcionários. “Nossa escola,que pertence ao Estado, divide o mesmo espaço com uma escola municipal, que funciona nos turnos matutino/intermediário, e nos sede o espaço para o vespertino e noturno”, disse.



TVCMN



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