Ao contrário da promessa, obras em viaduto de Ceilândia só vão começar 2ª

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O viaduto da QNM 5/7 foi fechado após a segunda morte por afogamento no local em pouco mais de três meses: pedestres continuam atravessando a pista, mesmo com o aviso da interdição (Ed Alves/CB/D.A Press)
O viaduto da QNM 5/7 foi fechado após a segunda morte por afogamento no local em pouco mais de três meses: pedestres continuam atravessando a pista, mesmo com o aviso da interdição
As obras com início prometido para ontem não começaram no viaduto da QNN 5/7, em Ceilândia Norte. Na última terça-feira, o excesso de água provocou uma morte no local, quando Manoel Silva Júnior, 20 anos, ficou preso em um carro e se afogou. O fato aconteceu pouco mais de três meses depois que a pequena Geovana Moraes de Oliveira, 6, se afogou dentro de um ônibus escolar no mesmo ponto. A Secretaria de Obras interditou a passagem e anunciou o início das intervenções, mas o único trabalho realizado foi a limpeza das bocas de lobo da passagem.

O Correio esteve no local para registrar o começo da ampliação da rede de drenagem, porém nenhuma máquina atuava no viaduto. O acesso permanece interditado para a circulação de veículos, mas os pedestres passam normalmente pela via, arriscando-se mesmo durante a chuva. A primeira medida tomada pelo governo, de fechar o trecho, agradou a moradores. “Acho que devia mesmo ser fechado, parar de circular carro por aqui. Outro dia tive que ir para o posto de saúde e me atrasei porque estava esperando a chuva parar e a enxurrada diminuir. Caso contrário, ninguém passa”, afirmou a babá Elizete Machado Duarte, 30 anos.
A comunidade alerta que o problema não seria exclusivamente a drenagem. Ueles Lima, 40 anos, é gerente de vendas de uma fábrica de pães em frente ao local dos acidentes. “Não adianta interditar e limpar somente aqui. Tem que desobstruir as bocas de lobo lá de cima, que é de onde a chuva desce. E o pessoal não se conscientiza, joga lixo na rua e se arrisca a passar debaixo do viaduto, mesmo com uma tempestade”, denunciou.
O consultor de tecnologia da informação Cleber Sousa, 33 anos, também argumenta que promover melhorias apenas no viaduto não resolverá todo o problema. “Ceilândia é como um morro, e toda a parte de baixo sofre as consequências da chuva. A região não suporta o volume e as ruas viram rios. Pessoas e carros são arrastados. Esse viaduto é mais problemático porque quem passa não tem ideia da profundidade, nenhum é tão fundo quanto esse”, argumentou.
Informou o Correio Web

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