Após polêmica, governo desiste de instalar albergue em Ceilândia

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Após várias manifestações
contra a instalação de um albergue no Setor QNR  de Ceilândia, o Governo
de Brasília recuou na decisão e afirmou que irá construir uma escola no espaço
que abrigaria a unidade de acolhimento na Área Especial A da QNR 2. A decisão
foi anunciada na manha desta segunda-feira (01), em uma reunião com lideranças
comunitárias da região.
No dia 21 de fevereiro,
moradores do setor fizeram uma manifestação na BR-070 em protesto contra a
instalação do albergue. Os cerca de 60 manifestantes bloquearam a via
na altura da QNR 5, no sentido Plano Piloto.

Segundo o líder comunitário
João Gomes, o albergue não deveria ser inaugurado porque a região precisa de
outros serviços, como postos de saúde e creches e não de moradores de rua que
“podem deixar o local mais violento”.

“A gente não quer. A
gente sabe que não funciona. Não é viável para gente. Aqui é um lugar que não
tem um posto de saúde, uma creche. A gente teme que a violência aumente na
nossa comunidade”, afirmou Gomes ao portal G1.

Os moradores também rechaçaram
a construção do albergue, em uma audiência pública realizada pela Câmara
Legislativa do Distrito Federal, no dia 13 de março. O debate foi promovido
pelo deputado Rafael Prudente (PMDB), em companhia do deputado Chico Vigilante
(PT). Prudente reclamou da falta de diálogo do governo com a comunidade e por
este motivo decidiu realizar a audiência pública. Para ele, a população da
região tem muitas demandas e carências que precisam ser atendidas pelo governo. Na audiência, Prudente sugeriu que a área fosse repassada para a secretaria de Educação para
implantação de creche e de escola.

Construção de escola

Em resposta a uma demanda dos
moradores, o espaço que abrigaria uma unidade de acolhimento na Área Especial A
da QNR 2 de Ceilândia será transformado em escola. O anúncio foi feito nesta
segunda-feira (1º) pelo governador Rodrigo Rollemberg, durante reunião com
lideranças locais.

“Ouvimos a população para
saber qual era a prioridade. Nada mais justo que atender à reivindicação e
transformar aquilo que seria um albergue numa escola”, disse o governador.

Nos turnos matutino e
vespertino, serão atendidos 1,2 mil estudantes de 3 a 8 anos (do maternal 2 ao
terceiro ano do ensino fundamental). À noite, haverá aulas da Educação de
Jovens e Adultos (EJA) e de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec).

“Essa notícia é uma vitória
para a comunidade”, comemorou o prefeito comunitário da QNR, João Gomes.

A Secretaria
de Educação fará
as adequações necessárias no local, que deverá funcionar a partir do segundo
semestre deste ano, de acordo com o secretário de Educação, Júlio Gregório
Filho.
Atendimento às pessoas em
situação de rua

Aquelas pessoas que seriam
acolhidas pelo albergue serão atendidas em unidades nas diversas regiões
administrativas de Brasília e em casas que poderão ser alugadas pelo governo.

“Nós fizemos um debate com a
Secretaria de Educação e concluímos que a escola é uma necessidade real daqui.
Vamos atender essa população [em situação de rua] de forma descentralizada”,
explicou Gutemberg Gomes, secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social,
Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

*Por Douglas Protázio com informações da Agência Brasília e G1

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