Após repercussão, colégio em Ceilândia fechado pelo tráfico voltou a funcionar com policiamento dobrado

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Casos de violências nas escolas públicas do Distrito Federal infelizmente são cada vez mais comuns. Na última semana, o Centro de Ensino Fundamental 4 de Ceilândia cancelou as aulas devido a ameaças de morte feitas por traficantes e venda ilegal de drogas nos arredores e dentro do colégio. A falta de segurança nas escolas é uma das grandes reclamações de toda a categoria docente da rede pública do Distrito Federal. Após o compromisso do Batalhão Escolar permanecer das 7h às 23h nas imediações do colégio, as aulas no CEF foram retomadas. Porém, o batalhão permanecerá na escola até o dia 6 de junho, data que será reavaliada a necessidade de permanência do batalhão no local.

Segundo relato de funcionários do CEF 4, um grupo tomou conta da guarita do colégio e controla entrada e saída dos alunos. Pais, professores e a comunidade escolar exigiram que a Polícia Militar garanta a permanência do Batalhão Escolar no estabelecimento com o objetivo de manter a segurança no local. Pais de estudantes organizaram um documento com 234 assinaturas pedindo segurança no local.


Infelizmente este não é o primeiro caso de violência no ambiente escolar. No dia 25 de março um estudante foi assassinado com um tiro na cabeça pouco antes de começar a penúltima aula no Centro Educacional (CED) 06, em Taguatinga Norte. O professor de matemática Evandro Borges, que chegava para dar aula nos dois últimos horários, ouviu os disparos quando estava estacionando o carro. “Vulneráveis, professores e estudantes, todos estamos reféns da violência, na corda bamba. No momento do crime, não havia nenhum policial na escola. Só havia o porteiro, que ficou sem ação, até porque ele não tem o poder e o papel de um policial”, declara.

Um dia depois de fechar os portões por medo do controle do tráfico, a instituição reabriu ontem. Na entrada, dois homens do Batalhão Escolar da PM faziam o policiamento durante o período de aulas. O medo da menina surgiu depois que um grupo de traficantes passou a vender drogas dentro do colégio e intimidar funcionários. Na semana passada, um jovem entrou a cavalo no local para ameaçar de morte, pela segunda vez, um servidor.

Com informações do SINPRO e Correio Braziliense

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