Balanço mostra que número de policiais trabalhando nas quatro delegacias de Ceilândia caiu.

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Apesar de ser considerada a região mais violenta do DF, número de policiais trabalhando nas quatro delegacias de Ceilândia caiu 


Um balanço feito pelo G1 com base em relatório da Secretaria de Segurança Pública mostra que o número de policiais civis nas delegacias de 17 regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo as mais violentas da capital, teve redução em 2013, em comparação com o ano anterior. Em outras três regiões, o número se manteve o mesmo entre 2012 e 2013.

De acordo com os dados, publicados no Diário Oficial, a área central de Brasília foi a única a ter aumento de efetivo – 36% em 2013 na comparação com o ano anterior (veja tabela acima). Ao todo, 1.947 policiais civil trabalhavam nas delegacias do DF em 2013. O número é 2% menor que o de 2012, quando o efetivo era de 1.989 policiais.
A Polícia Civil, no entanto,  nega a redução no número de policiais na maior parte das delegacias. De acordo com o órgão, os dados publicados estão desatualizados. “Ocorreu, na realidade, um aumento do efetivo nas unidades policiais situadas nas regiões administrativas consideradas mais violentas, como Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Santa Maria e Planaltina”, informou. Segundo a polícia, o aumento foi de pouco mais de 1% – de 1.989 policiais em 2012 para 2.010 em 2013.
Em 2012, eram 255 policiais civis trabalhando na 1ª DP (Asa Sul), 2ª DP (Asa Norte) e 5ª DP (Área Central). No ano seguinte, esse número saltou para 347 servidores, segundo relatório da Secretaria de Segurança publicado no Diário Oficial do DF. A Polícia Civil afirma que o efeito em 2013 foi de 248 policiais, 2,7% menor que o de 2012.
O balanço mostra que o número de policiais civis trabalhando nas quatro delegacias de Ceilândia, caiu 9,4% no ano passado, de 264 para 239. Já segundo o balanço feito pela Polícia Civil, o efetivo na região subiu 4,5%, passando de 263 policiais em 2012 para 276 no ano passado.
Ceilândia concentra o maior número de homicídios do DF. Entre 1° de janeiro e 31 de abril deste ano, foram 41 mortes violentas na região. Em março, foram 12 homicídios, de acordo com a secretaria.
A pasta considera que a quantidade de mortes no período é estável levando-se em conta a densidade demográfica da região, que tem cerca de 400 mil habitantes. A secretaria diz que os altos índices de mortes se devem à “alta reincidência de criminosos contumazes e ao comprometimento de 70% das vítimas com o crime”.
Em Samambaia, que ocupa a segunda posição no ranking de homicídios no Distrito Federal, o número de policiais civis trabalhando em duas delegacias caiu 14% (de 128 para 110) entre 2012 e 2013, de acordo com o levantamento do G1. A Polícia Civil também aponta redução no período, mas de 13%.
Outra região que a polícia reconhece redução no efetivo é o Núcleo Bandeirante. No lavantamento da reportagem, a quantidade de policiais civis diminuiu 18% entre 2012 e 2013 – de 70 para 57 servidores. Para a Polícia Civil, a redução nesse caso foi de 11,4%.
No Lago Norte, área nobre do DF, também houve redução no efetivo de policiais civis no período. Em 2012, eram 49 servidores trabalhando na única delegacia da região. No ano seguinte, 41 (-16,3%). A Polícia Civil calcula redução de 12%.
A Polícia Civil diz que os concursos para os cargos de agente e escrivão estão em fase final e que 1,2 mil policiais devem ser contratados até o fim do primeiro semestre. A corporação não soube informar quantos servidores desses cargos se aposentarão até lá.
Balanço de homicídios

Apesar de os dados mostrarem a redução no número de policiais civis – que trabaham em investigação de crimes –, a Secretaria de Segurança Pública afirma que o número de homicídios entre 1°de janeiro e 31 de dezembro de 2013 caiu 12,6% na comparação com o mesmo período de 2012.


As tentativas de homicídio seguiram a mesma tendência de queda e fecharam 2013 com 1.151 ocorrências, contra 1.233 em 2012 – queda de 6,6%.

O DF fechou o ano passado com queda de 39,5% nos casos de latrocínio (roubo seguido de morte), quando foram registrados 26 casos contra 43 em 2012, diz a pasta.


Informações do G1

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