Bancada do DF no Congresso exige que se investigue Jaqueline Roriz

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Se depender da bancada do Distrito Federal no Congresso, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) deverá sofrer  uma investigação na Câmara, que poderá resultar na possível cassação de seu mandato. O assunto tramitará dentro da Câmara, passando pela Corregedoria da Casa e pela Comissão de Ética. 
O senador Cristovam Buarque (PTD-DF), embora não participe diretamente da investigação, considera fundamental que a população de Brasília tenha uma resposta clara sobre o ato cometido pela parlamentar, que foi flagrada recebendo dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, para financiar sua campanha em 2006, quando foi eleita a deputada distrital. 
“Não importa se isso foi em 2006 ou em outra época. O assunto tem que ir para as comissões que analisam esses fatos. A Câmara deve uma explicação à opinião pública. Uma matéria como essa não pode ficar em branco”, defende o senador. 
O deputado federal Reguffe (PDT-DF) reafirma a postura defendida por Cristovam. Para ele, é necessário que Jaqueline seja investigada, independentemente do momento em que o ato tenha sido praticado.
Cerco se fecha
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou ontem, por meio de sua assessoria, que pretende requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para investigar a parlamentar. O PSOL, por sua vez, promete pedir até sexta-feira que a Câmara apure o envolvimento de Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, com o escândalo que ficou conhecido como “mensalão do DEM”.
O corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), anunciou, durante o feriado de Carnaval, que adotará uma postura “rigorosa” em relação ao vídeo que complicou a situação de Jaqueline. O pedido do PSOL para investigar a parlamentar deve ser entregue à Corregedoria da Câmara, órgão responsável por apurar supostas condutas ilícitas dos deputados.
O vídeo, divulgado com exclusividade pelo portal estadão.com.br, sexta-feira passada, mostra Jaqueline e o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF. Durval foi o delator do esquema de corrupção na capital federal
Até hoje, a deputada se manteve em silêncio sobre o caso. Por meio de sua assessoria, ela disse que não havia tomado conhecimento do vídeo e que seu advogado divulgaria uma nota oficial depois do Carnaval.

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