Boiada do Buriti sangra; e os fazendeiros disputam carcaça

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Foto: Arquivo Notibras

Os cortes são precisos. A divisão produz partes de segunda e de primeira. Equivalentes às localizações dianteira e traseira do animal. De segunda são o acém, a paleta e o peito. De primeira, que todo mundo quer, são a picanha, a alcatra, o filé, o contra-filé e o coxão mole. E as preferências na brasa são pela costela, pelo cupim e pela fraldinha, que estão no meio da estrutura do animal mais consumido no Brasil e em alguns grandes países.

Mas uma investigação em abatedouros clandestinos revela uma realidade que deixaria o Tony Friboi Ramos arrepiado. Imaginem aquele cidadão em uma cena assim. Ninguém merece.
Numa determinada ponta de picolé do Lago Norte – que sugere frigorífico – o presidente de um partido que foi desfeito há cerca de três anos, está com a faca nos dentes. Sua leitura anatômica do rebanho sucessão no DF é feita diariamente. Lá já compareceram nomes de criadores como Joaquim Roriz, José Roberto Arruda (que prefere cavalos) e outros líderes que se intitulam oposição a Agnelo Queiroz.
Sabem que para abater a cabeça da raça PT, genuinamente brasileira, e promover sua partilha precisa, não podem errar os cortes. São muitos querendo as partes de primeira da carcaça. Mas estão lá definindo quem vai levar as partes de segunda. A costela, o cupim e a fraldinha serão, digamos, um agrado especial para alguns nomes na última hora do banquete.
O boi ainda está de pé e eles estão de olho em seus movimentos. E aí surge uma incongruência. O péssimo trabalho de comunicação imposto ao ex-secretário de Comunicação do GDF ao longo de três longos anos pelas agências de publicidade contratadas resultou um desastre para Agnelo.
Não convencia ninguém, era irresponsável, medíocre.
A culpa nem foi de Abimael, cuja única responsabilidade foi a de não conhecer o assunto e não saber impor às agências que embolsaram milhões de reais, as necessidades que qualquer governo exige de seus fornecedores publicitários.
A incongruência vem a seguir: Agnelo demitiu Abimael e contratou a equipe de Roriz e Arruda para produzir uma nova comunicação. Não nova no sentido criativo, não fariam isso, mas uma melhor forma de dizer aos eleitores o que o GDF está fazendo, afinal. E, por outro lado, eles estão fazendo a mesma coisa que fizeram ao longo de duas décadas, respaldados pela popularidade de seus chefões, o que diminui muito os riscos do trabalho. E essa é a diferença.
A mesma fórmula traz detalhes que qualquer principiante inexperiente, mas responsável, seria capaz de perceber. A equipe de Roriz e Arruda, ops, de Agnelo, passou a produzir os comerciais de TV utilizando o mesmo formato que traz credibilidade.
Devem ser elogiados por ferir de morte o gerúndio utilizado antes no slogan: “Chegando junto”! Era abominável, próprio de atendentes de telemarketing. Arruda odiava.
Os testemunhais agora são críveis. Até demais. É visível a correção conceitual e a atenção com o material. Por outro lado, e aí vem finalmente a incongruência, é que ao entregar a comunicação nas mãos da equipe de Roriz e Arruda, Agnelo irritou o dono da fazenda vermelha, que, aliás, dizem, é também dono da Dilma, do Michel Temer e até do Tony Friboi Ramos. Pendurado no gancho em meio ao sangue, Agnelo teria, sim, outra opção se melhor orientado. Nenhum motivo plausível, segundo o fazendeiro maior da boiada cuja marca é uma estrela, justifica a decisão em ano de eleição.
A sua indignação é tamanha, de acordo com informações de um deputado próximo ao chefe maior, que Lula ameaçou mandar Agnelo para a convenção partidária em 2014 sozinho, quando, suspeita, a equipe recém-contratada nem estará mais por perto.
A nova equipe fez o que deveria ser feito e abandonou o péssimo trabalho de criação que era antes fornecido e assumiu a produção das campanhas. Agora o problema cresce para os frigoríficos.
No Lago Norte o comandante quer reunir todos para o churrasco, mas parte de seu exército está ajudando Agnelo. No Lago Sul, a cabeça que está na mira do abate poderá receber o golpe fatal de seu proprietário. O que ninguém quer negociar até agora são as vísceras. Quem fica com bucho, fígado, rim, coração, mocotó? Dizem que o miolo é disputado, mas ainda não localizaram onde fica…
Informou o Notibrás

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: