Brasília registra 1.073 confirmações de dengue em 2016, deputado culpa secretaria de saúde por infestação

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Até 2 de fevereiro, a Secretaria de Saúde registrou 1.073 confirmações
de casos de dengue em moradores de Brasília. Os números constam do boletim epidemiológico divulgado
pela pasta nesta quarta-feira (3). Como nos últimos informativos, houve aumento
em comparação ao mesmo período do ano passado.

Brazlândia continua sendo a região administrativa com o maior índice da
doença, seguida por São Sebastião e Planaltina. Segundo o documento, as
estatísticas da dengue diminuíram no Guará, no Lago Norte e no Lago Sul, e não
houve alteração no Cruzeiro, na Fercal, no Paranoá, no Park Way, no Setor de
Indústria e Abastecimento e no Varjão.

De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, o aumento
dos casos pode ser explicado pelo volume de chuvas maior do que no ano passado
e pelo crescimento de ocorrências da doença em todo o País. Além disso, destaca
Coelho, a obrigatoriedade, desde 2 de janeiro, de os planos de saúde oferecerem
testes rápidos que identificam a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus
contribuíram para elevar a quantidade de notificações.

Chuvas

Desde 1961, quando o Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet) começou a calcular os índices pluviométricos na capital, o
mês passado foi o sétimo janeiro mais chuvoso, com 398,8 milímetros — a média
calculada no período é de 247,4 milímetros. O mês ficou apenas quatro dias sem
chuva: 5, 28, 30 e 31. Em 2015, o índice de janeiro foi de 91,7 milímetros, com
período de estiagem de 17 dias (de 5 a 21).

Comparação nacional

O incremento da dengue ocorreu em todo o território
nacional. De acordo com o último boletim epidemiológico
divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde
,
2015 fechou com 1.649.008 ocorrências. Em 2014, foram 589.107 confirmações. O
balanço de janeiro ainda não foi concluído.

Na comparação nacional, o Centro-Oeste foi a região com a maior
incidência de casos, com média de 1.451,9 para cada 100 mil habitantes. Em
números absolutos, houve 220.966 ocorrências. Goiás ficou com 163.117 e em
seguida aparecem Mato Grosso do Sul, com 27.989, e Mato Grosso, com 20.223. No
Brasil, o Distrito Federal é a 15ª unidade da Federação com o maior número
registrado (9.637).
Ações continuadas

O governo de Brasília tem intensificado as ações de
combate ao Aedes aegypti. Nesta semana, foram
feitas vistorias para identificar possíveis focos do mosquito transmissor na
Esplanada dos Ministérios.

A partir desta quarta-feira (3), equipes especiais começaram a
atuar em casas abandonadas 
em Brazlândia, região
administrativa com o maior número de casos em 2016.
 O objetivo é
fazer uma varredura e eliminar todos os prováveis criadouros. Nesta manhã, oito
moradias receberam agentes da Saúde e 300 homens das Forças Armadas. Na
Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), as bancas foram
vistoriadas por um grupo formado por dez garis do Serviço de Limpeza Urbana
(SLU) e um servidor da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis).

Além do SLU e da Agefis, outros órgãos estão empenhados em reduzir os
casos de doenças transmitidas pelo mosquito: Casa Civil, Companhia Urbanizadora
da Nova Capital do Brasil (Novacap), Corpo de Bombeiros Militar, Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Polícia
Militar, Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural,
Secretaria de Saúde e Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à
Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Deputado diz que Secretaria
de Saúde é culpada por “infestação da dengue”
O deputado Chico Vigilante (PT) acusou na sessão ordinária tarde
desta quarta-feira (3) a Subsecretaria de Saúde do governo local de ter sido
culpada pela “terrível infestação da epidemia de dengue no DF”.
O parlamentar disse da tribuna que aquela secretaria deixou de aplicar em 2015
recursos orçamentários de mais de R$ 3,3 milhões que foram aprovados na
Câmara Legislativa em 2014 para serem aplicados no controle da dengue “que
tomou conta da cidade”.

“Eles são incompetentes: só aplicaram R$ 71 mil do que estava
previsto no orçamento – o que representa apenas 2% do que deveria ser
investido”, reclamou Vigilante. Ele alertou ainda que “o governo
precisa acordar para o que está acontecendo na saúde do DF”. O
deputado afirmou que os servidores públicos, como também os pacientes, estão
sendo penalizados com o “descontrole”, na gestão da saúde.

Também o deputado Ricardo Valle (PT) criticou duramente o governo pela
“falta de planejamento” na saúde pública no DF. “Agora no
desespero o governo quer colocar as organizações sociais (OSs)  para
gerir a saúde local”, afirmou o distrital, defendendo que depois do
Carnaval  a Câmara Legislativa precisa chamar de novo o secretário de
Saúde (Fábio Gondim) para dar explicações sobre o que pretende fazer  à
frente da pasta.

Em aparte, o deputado Reginaldo Veras (PDT), que presidia a sessão,
anunciou que ele protocolou requerimento para a realização de audiência pública
na Câmara Legislativa no próximo 14 de março (segunda-feira) para discutir
a proposta de contratação das Organizações Sociais na gestão da saúde no
DF. “É uma questão de extrema seriedade, que exige um debate
profundo”, defendeu.

*Informações Agência Brasília e CLDF

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