Buriti: Ataques vêm de dentro.

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O secretário de Justiça, Alírio Neto, enviou carta ao governador Agnelo Queiroz onde pede punição ao assessor da Casa Civil Luís Maurício Alves dos Santos, por estar divulgando de dentro do Palácio do Buriti informações contra ele. 

As acusações são de que Alírio teria participado, quando era presidente da Câmara Legislativa, de um esquema para a realização do pagamento de perdas salariais a servidores da Casa que eram filiados à Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da Câmara Legislativa (Assecam).

A acusação
As denúncias davam conta que Alírio teria pago perdas salariais, referentes a 11,98% advindas da mudança para o Plano Real em troca de propina e apoio político. 
Em 2011, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) deu razão ao hoje secretário Alírio Neto, que teria usado os mesmos moldes de órgãos da União. O que não impediu que o grupo continuasse a divulgar as informações, consideradas, pelo ex-presidente da Câmara, caluniosas. “Espero que o governador puna essa pessoa que fica caluniando um secretário de Estado usando a estrutura do Palácio. Acredito que agora deverá ser aberta uma sindicância ou a exoneração sumária desse cidadão”, exige Alírio Neto, que continua: “Vou processá-lo de todas as formas que você imaginar. O que for possível eu vou fazer, pois finalmente achei um deles”.
Os opositores
Segundo Alírio, durante as eleições de 2010, o grupo teria distribuído em residências do Guará panfletos com a denúncia. Quando foi nomeado para a Secretaria de Justiça, ele ficou 30 dias sem assumir a pasta, pois havia feito uma cirurgia para a retirada de um tumor na garganta. 
Na época, o grupo procurou uma emissora de televisão para dizer que ele não tinha assumido por ter feito uma cirurgia plástica. “Na época da minha doença eu ajoelhava de dor porque a morfina não fazia efeito, quando me deparo na televisão com essa notícia”, lembra.
Alírio quer que o caso seja solucionado na Justiça.  “Não há mágoa no meu coração e sei que existe  Justiça divina, mas também existe a Justiça dos homens e ela está aí para isso”, ressalta o secretário.
Assessor diz que repassava informações 

O assessor da Gerência de Elaboração e Planejamento Estratégico da Casa Civil Luís Maurício Alves dos Santos,  militante do PT, afirma que o conteúdo com as denúncias contra Alírio Neto estão disponíveis para quem quiser ver na internet e que ele apenas o repassou para um grupo fechado ligado aos direitos das pessoas com deficiência, de onde vazou a informação.
 “Não foi para atacá-lo que eu mandei o e-mail. Alguém colocou o meu nome e daí vazou. Se ele tem que processar alguém tinha que ser o Antônio Leitão, que publicou em um blog em 2011”, afirma Luís Maurício.
O assessor afirma que Alírio o persegue e que inclusive já o afastou do conselho voltado para pessoas com deficiência da Secretaria de Justiça. “Ele está tentando nos calar. Temos travado batalhas e o foco dele sempre sou eu”, afirmou.
Maurício não acredita que será exonerado e diz não estar preocupado com processos: “O governador sabe da minha lisura e mais uma vez o Alírio quer me prejudicar”.
Saiba Mais
O pedido de investigação feito à Secretaria de Transparência, e  enviado por Alírio, pedirá que a pasta investigue o servidor por estar usando a estrutura governamental para ataques contra um secretário de Estado.
Luís Maurício foi a primeira pessoa envolvida na série de denúncias a ser identificada, desde o início das divulgações contra o ex-presidente da Câmara Legislativa.
As suspeitas e que  os demais envolvidos na publicação das denúnicas, mesmo após a decisão do Tribunal de Contas, sejam pessoas de um grupo rival da Assecam, o Sindical, que também representa a categoria.
A Casa Civil anunciou que abrirá sindicância para apurar as denúncias contra o servidor.



Informou o Jornal de Brasília

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