Cachoeira tentou evitar indiciamento do prefeito de Águas Lindas.

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Gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo apontam ligação entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal, e a Prefeitura de Águas Lindas, município de Goiás, localizado no entorno do Distrito Federal. Segundo relatório da PF, os negócios de Cachoeira contavam com o apoio do prefeito Geraldo Messias (PP).
O prefeito negou ter negócios ou ligação política com Carlinhos Cachoeira, mas admitiu conhecê-lo e ter se hospedado à custa do bicheiro em apart-hotel em Las Vegas (EUA), em maio do ano passado.

Nas conversas gravadas com autorização judicial entre Cachoeira e o delegado da PF de Anápolis (GO) Fernando Byron Filho, denunciado pelo Ministério Público como integrante da quadrilha e preso na operação, o bicheiro cobra informações sobre investigações no município.

Ao reclamar de uma possível operação da polícia em Águas Lindas, Cachoeira recebeu de Byron o conselho para “proteger as coisas”. De acordo com a PF, o delegado se referia a máquinas do jogo do bicho.
Em outro diálogo sobre os depoimentos que seriam tomados na Operação Apate, deflagrada pela PF em conjunto com a Receita Federal em 13 de maio de 2011, Cachoeira avisa ao delegado o dia em que o prefeito de Águas Lindas seria ouvido e pergunta se ele foi chamado como testemunha.
O delegado orienta o bicheiro sobre como se comportar no depoimento. “Manda ficar calado. O ideal era falar, se tiver que falar, em juízo. ‘Me mostrem as provas que vocês têm. Aí eu posso falar’. Se não mostrar as provas para ele, não tem que falar”, disse Byron, que, segundo as gravações, em outro momento da conversa tranquiliza o bicheiro e afirma que a operação “mixou” e foi um “fracasso geral”. Passadas as orientações, Cachoeira pergunta se o delegado não pode intervir para adiar o depoimento e conseguir mais informações. “Não tem jeito de saber as perguntas que forem fazer não? Você não sabe não?”, perguntou Cachoeira.
O delegado promete “dar uma olhada”. As conversas interceptadas ocorreram entre março e maio de 2011. Cachoeira foi preso pela Polícia Federal no dia 29 de fevereiro, em Goiânia, suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos com máquinas caça-níqueis.
Por questões de segurança, ele foi transferido para o presídio federal de segurança máxima em Mossoró, Rio Grande do Norte. Na penitenciária de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Cachoeira fica trancafiado por 22 horas. Ele tem direito a apenas duas horas de sol e convivência com outros detentos. Pode receber visitas, mas sem qualquer contato físico.

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