Câmara, se faz, não mostra. E diretor ganha 32 mil por mês…

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Foto: Arquivo Notibras
A Câmara Legislativa, sem voz há muito tempo, acaba de descobrir que está com pés e mãos atados. Propaga ser Poder do povo, mas tem um slogan bonito dirigido às moscas.‘Entre, a Casa é sua’. E quando acontece de os deputados distritais aprovarem algo em benefício da sociedade, ninguém fica sabendo.
A Mesa Diretora, teoricamente comandada por Wasny de Roure (PT) e Agaciel Maia (PTC), anda aflita. Os dois vivem entrincheirados. Já não têm forças para reagir às críticas dos próprios pares.

Wasny e Agaciel, sabe-se lá porque, cedem cada vez mais à ditadura de Joan Góes Martins Filho, um servidor jovem, que teria um futuro brilhante pela frente, prejudicado por sua prepotência. Vive de pouco trabalhar e muito passear.
Joan é o maior marajá da Câmara Legislativa. Enquanto um deputado recebe mensalmente 20 mil 42 reais brutos, ele embolsa 32 mil reais. São 50% a mais. Dinheiro para ele gastar em passeios de barcos pelo Lago Paranoá, nas praias do Rio, nos bares e boates do Lago Sul.
O salário de Joan Góes Martins Filho é uma afronta à Constituição Federal. Fere todos os princípios da ética e do bom senso. Está sete mil reais acima do teto permitido pela legislação.
Mas ele, como Secretário Geral da Mesa Diretora, não permite que se torne público o que ganha. Joan parece ter na manga a carta de vigésimo quinto distrital. Ou tenebrosos segredos emoldurados ao lado de um fictício diploma de parlamentar.
Dos 24 deputados de verdade, vinte e dois estão emparedando Wasny e Agaciel. O clima é tenso. Nuvens densas se avolumam nos gabinetes. O ano eleitoral está batendo na porta e muitos temem a renovação do mandato. Porque se fazem, ninguém fica sabendo.
Não culpam Joan Góes Martins Filho. Transferem a responsabilidade da inoperância a Wasny e Agaciel. Os dois, dizem seus pares, não têm pulso para colocar um freio nas rédeas do Secretário Geral.
E Joan Góes Martins Filho vai nadando de braçadas, seja no Paranoá, seja em Ipanema.
Por obra do Secretário Geral, a imagem da Câmara Legislativa virou sinônimo de caos. Enquanto isso, Joan Góes Martins Filho vive aparecendo em redes sociais. Um luxo que sequer os deputados de verdade se permitem.
O quadro é catastrófico. A Câmara não dará publicidade dos seus atos, porque Joan Góes Martins Filho não quer. Matou a cobra e ameaça mostrar o pau. Os deputados não vão prestar contas à população, não vão divulgar o que estão fazendo. Porque o Secretário Geral disse não.
De um investimento de 25 milhões de reais previstos para este ano, apenas 30% serão aplicados. O projeto da tão prometida TV Legislativa, que Wasny de Roure prometeu colocar no ar imediatamente, está emaranhado nas teias de aranha que proliferam no fundo de uma gaveta de Joan Góes Martins Filho.
O descaso com a imagem da Câmara tem refletido diretamente nos próprios deputados. Eles andam desanimados. Por conta disso, o Poder Legislativo não funciona. Na prática, há apenas uma sessão por semana. E quando isso acontece, é para votar projetos do Palácio do Buriti.



Afinal, é preciso fazer valer a máxima de que o Legislativo é um apêndice do Executivo.

Alheio ao drama dos distritais, Joan Góes Martins Filho gasta sem entrar no cheque especial. Também, não precisa. Por mais que desembolse, marajá tem sempre um dinheiro extra acumulado em cima de 32 mil por mês.


Informou Notibrás

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