Câmera de segurança registra assalto dentro de escola em Ceilândia

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[Portal G1] A violência em uma escola de Ceilândia tem assustado pais e alunos que
moram e estudam na região do Distrito Federal. Segundo moradores da
região, os assaltos acontecem com frequência nas proximidades do colégio
e, na última quarta-feira (21), passaram a ocorrer dentro das
dependências do Centro de Ensino Fundamental 18. A escola ficou seis
anos sem porteiro em nenhum turno e, agora, só tem funcionário no cargo
para o turno da manhã.

  Imagens da câmera de segurança do colégio registraram o momento em que
um ex-aluno, sob a “supervisão” de outro adolescente, rouba o celular
das mãos de um estudante de 11 anos. O crime ocorreu por volta de 13h da
última quarta-feira (21).


O rapaz que roubou o aparelho e o adolescente que o acompanhou são
ex-alunos da escola que, segundo a direção, foram expulsos por
indisciplina. No entanto, continuam frequentando o ambiente interno da
escola.


O roubo ocorreu no momento de saída dos alunos, quando muitos ainda
ficam conversando no pátio da escola. Uma jovem que estuda no colégio, e
preferiu não ser identificada, contou que assaltantes dizem estar
armados para ameaçar os alunos.


“Eu estava saindo da escola, um pouquinho mais cedo e estava com amigas
minhas. Eles chegaram e disseram ‘passa o celular que eu estou armado’.
Eu fui lá e entreguei, fiquei até sem reação porque aqui está tendo
muito assalto.”


A dona de casa Emilia Aparecida Magalhães, mãe de um dos alunos da
instituição, afirma que passou a acompanhar o filho na ida e na volta
das aulas.


“Eu não confio, né? Se ele vindo comigo, acelerou um pouco na minha
frente, virou a esquina, saiu da minha frente e quando eu virei, ele
estava sendo assaltado. Eu falei: ‘você aprenda, ande do meu lado'”.


O diretor do CEF 18, George de Castro, afirmou que a escola passou seis
anos sem porteiro, desde que o último se aposentou, até que, em 2016,
um funcionário passou a trabalhar apenas no turno da manhã – à tarde,
ninguém ocupa o posto. O diretor defende que haja a presença de
policiamento dentro da escola.


“O ideal é que [a polícia] ficasse na escola, fixo. Esse seria o ideal:
que a gente tivesse o batalhão [escolar] fixo na escola. Infelizmente,
isso não acontece”, disse. O Batalhão Escolar afirma que faz rondas
diárias na escola.


A Secretaria de Educação afirmou que a Regional de Ensino de Ceilândia
está trabalhando para conseguir um segundo porteiro para a escola. A
previsão é de que o funcionário comece a trabalhar na próxima semana,
segundo a pasta.

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