Campanella terá de explicar irregularidades no DFTrans e protesto contra o pré-sal, no Rio

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Enquanto a presidente Dilma Rousseff vem se esforçando para defender o sucesso do leilão do pré-sal, no Campo de Libra, no Rio de Janeiro e estima que a exploração da maior reserva de petróleo do país provocará uma ‘pequena revolução’ no Brasil, da ordem de R$ 15 bilhões, funcionários do Governo do Distrito Federal (GDF)

filiados ao Partido Pátria Livre (PPL), incentivado pelo presidente regional Marco Antônio Campanella, diretor-geral do DFTrans, participavam do quebra-quebra na Cidade Maravilhosa, durante o horário em que deveria está trabalhando em Brasília. O grupo retornou à capital da República e foi homenageado pelo confronto contra as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional. Campenella está convocado a prestar declarações na Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (31), para explicar irregularidades na pasta.

O Blog rotadesegurança.com.br, publicou com exclusividade a participação do servidor Marcelo Alves Enéas Dantas, conhecido como Marcelo Tigre, no protesto. Ele ficou ferido no confronto com a Força Nacional. Agora o blog divulga imagens e o vídeo exclusivo da convocação dos servidores do GDF, feita nas dependências da Câmara Legislativa do Distrito Federal, para o protesto e a quebradeira de bens públicos e particulares feitas por manifestantes no dia do leilão. Autor da convocação, Campanella acompanhou o grupo de cerca de 90 pessoas ao Rio de Janeiro para participar do protesto.
A reunião ocorreu um mês antes do leilão. O diretor-geral do DFTrans, é suspeito de incentivar a baderna dizendo “que o Governo Federal vai entregar o Campo de Libra para empresas privadas multinacionais e os homens de bem não poderiam permitir esse risco de lesa pátria”. Acusa, ainda, a presidente Dilma Rousseff de descaso com a Petróbras. “Esse protesto organizado por trabalhadores de um governo do PT contra uma determinação do Palácio do Planalto é um afronto à presidente, e ao PT”, disse uma fonte palaciana que viu as imagens.
O absurdo e a certeza da impunidade é que os próprios membros do PPL gravaram imagens do protesto no Rio de Janeiro e filmaram a convocação como um troféu. Além de Marcelo Tigre, o único demitido no retorno à Brasília, as imagens mostram os servidores Miro, gerente de Cultura da Administração Regional do Jardim Botânico. Quando Marcelo Tigre foi ferido, Miro pede a presença da imprensa para mostrar o companheiro; Vanderson Maia, presidente da Juventude do PPL, Bruno Reis, encarregado do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) e funcionários do setor. O grupo é suspeito de tombar um carro da TV Record, no protesto.
As imagens mostram, ainda, Marcelo Tigre protegendo Daniel de Abreu Correa,  ex-chefe de gabinete do DFTrans, usando uma camiseta branca. Atualmente está  lotado na Secretária de Meio Ambiente. Apontado como líder dos funcionários do GDF, que protestavam contra o leilão do Campo de Libra, ele carrega bandeiras do PPL e da  Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). É Irmão de Victor de Abreu Correa, secretário de Micro e Pequena Empresa. Como se pode observar, o GDF estava muito bem representado por militantes partidários, no Rio de Janeiro.
A gestão de Campanella à frente do DFTrans tem sido marcada por irregularidades e uma série de denúncias envolvendo a pasta. O diretor-geral virou alvo de investigação da Polícia e da Procuradoria Regional Eleitoral e pode ser também da Câmara Legislativa. Na próxima quinta-feira (31), ele está convocado a prestar esclarecimentos aos distritais. A mais recente denúncia é de que pelo menos 93 funcionários, entre servidores comissionados e terceirizados que trabalham no órgão, são filiados ao PPL. Uma reportagem de uma emissora de TV flagrou filiações sendo feitas dentro do órgão.
Ao todo, 301 pessoas prestar servido ao DFtrans e ao (SBA). O site do PPL aponta que pelo menos 27,4% deles são filiados ao partido. A maioria tem cargo de técnico e operador de bilhetagem, mas existem encarregado, motoristas executivo, técnicos em suporte de rede, operador de telemarketing, secretária executiva e digitador. Outros entraram com pedido de filiação e aqueles que ainda não são filiados já apresentaram solicitação para apoiar a legenda e aguardam a conclusão do processo que deve ocorrer em 90 dias. Foi o que aconteceu com um operador de bilhetagem, empossado em 2 de maio último. Depois de 48 dias, ele encontrou com pedido de filiação.
Porém, há casos, que ocorrem em menor espaço do tempo. Um operador de bilhetagem admitido em julho teve a filiação reconhecida 14 dias depois. O mesmo procedimento ocorreu com um técnico de processamento de dados. Ele foi admitido em fevereiro e 19 dias depois teve o pedido de filiação protocolado. Caso semelhante foi o de uma técnica de suporte de rede, contratada em abril. No 25º dia de trabalho entrou com pedido de filiação.
A Câmara Legislativa quer que Campanella explique o avalanche de denúncias e irregularidades que vêm ocorrendo no DFTrans. Há um grande questionamento de como ele consegue permanecer à frente do órgão com tantos problemas. É possível também que o Palácio do Planalto cobre explicação do governo do DF pela baderna provocada por seus servidores no violento protesto durante o leilão do Campo de Libra.
Veja as fotos. Parte delas do G1 e o vídeo da convocação dos servidores para a manifestação.

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