Campo de futebol em Ceilândia se transforma em lixão

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Um
terreno vazio na EQNP  8/12  do Setor P Sul, em Ceilândia,
era motivo de orgulho para a comunidade. Um grande campo de futebol
fazia a alegria da população. No entanto, nos últimos dez anos,  a
realidade é outra. O gramado virou um depósito de lixo  a céu
aberto para carroceiros. 

Além do
incômodo do cheiro, o lixão  preocupa os moradores, que se
sentem ameaçados por possíveis doenças. No local, encontra-se de
tudo, desde materiais de construção a animais mortos.  Diante
disso, a região é tomada por moscas, ratos e focos de mosquito da
dengue. 

A causa
do problema não parece ser falta de limpeza, mas de fiscalização e
conscientização. Isso porque, garante a comunidade, muitos
moradores também se aproveitam da região para descarregar lixo. Em
apenas uma hora no local,  foram vistos   quatro “sujões”.

Entre os
moradores que mais sofrem com a presença do lixão  está o
serralheiro Edimundo Santana, 58, que mora e trabalha de frente para
o problema. “Já encontrei até cachorro morto. O cheiro é
insuportável, não dá para aguentar”, conta o serralheiro,
ressaltando que o transtorno é crônico. “É preciso
fiscalizar. No dia seguinte à limpeza, volta tudo ao normal. Às
vezes, vejo pessoas passando por perto e jogando um saco de lixo
pequeno. Ou seja, é um problema com vários responsáveis”,
comenta.

Próximo
ao entulho, há residências, supermercado, parada de ônibus, igreja
e até escola. Diante disso, a manicure Maria das Dores, 28 anos,
informa que fica difícil escapar do lixão. “Ele está no
centro de tudo. Eu, por exemplo, tenho que atravessar o terreno quase
toda hora para ir ao mercado. Me preocupo também com as crianças.
Já virou algo comum ver ratazanas”, diz.

Para o
advogado Reinaldo de Paula, 34, a ocupação do espaço é a única
solução. Para ele, a criação de uma praça,  creche,
 biblioteca ou outro campo de futebol é a saída. “Já
tivemos placas pedindo para não sujar e não adiantou”, conta.

Administração
diz que toma várias medidas

Questionada
sobre o problema, a Administração Regional de Ceilândia informou
que várias medidas foram tomadas para amenizar o descarte irregular
de lixo. “Nesses espaços, também sinalizamos com placas que é
proibido descartar lixo, conforme a legislação. Além disso, é
feito um mapeamento para possíveis intervenções, como a colocação
de Pontos de Encontro Comunitários (PECs)”, explica a
assessoria.

A
administração informa que firma parcerias com a Agência de
Fiscalização do DF (Agefis) quanto a fiscalização, notificação
e aplicação de multas para quem descarta lixo irregularmente.
“Ressaltamos que a coleta é feita com o apoio dos fiscais
na conferência das rotas dos caminhões. A divulgação dos
percursos e horários de coleta depende de estudo em pontos que
necessitam maior presença dos garis e dos caminhões coletores”,
completa.

Manuela
Rolim  do JBr

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: