Campus da Ceilândia recebe mais estudantes a cada ano e falta de estrutura é queixa recorrente

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Apesar de novo, o campus da
Universidade de Brasília em Ceilândia já está ficando pequeno. São mais de dois
mil alunos divididos em seis cursos. A reclamação dos estudantes é que as áreas
para estudo se limitam às mesas da biblioteca, os estacionamentos são sempre
lotados e para ter acesso a algumas aulas, estudantes e professores precisam se
deslocar para outro lugar, fora do campus, a quase 2km de distância. Projetos
de expansão e espaço disponível existem, mas não passam do papel.

O terreno doado pelo Governo do
Distrito Federal (GDF) para a construção do campus é de 20 hectares. Para se
ter uma ideia, cada hectare corresponde a aproximadamente um campo de futebol.
Além do terreno, existe também o espaço cedido no Centro de Ensino Médio nº 4,
na QNN 14. É lá que funcionam sete laboratórios e dez salas de aula. Após todos
os projetos concluídos, seriam cinco prédios com capacidade para
aproximadamente cinco mil alunos.

Entretanto, o cenário
encontrado é um pouco diferente. Hoje, a Faculdade UnB Ceilândia (FCE) conta
com três prédios construídos: a Unidade de Ensino e Docência (UED), o
restaurante universitário e a Unidade Acadêmica (UAC). A UAC foi a última obra
entregue aos estudantes, inaugurada em fevereiro do ano passado. Todas as obras
foram realizadas com recursos do GDF e do Programa de Apoio a Planos de
Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e custaram cerca
de nove milhões de reais.

Segundo a diretora da FCE,
Diana Pinho, já existe projeto básico para a construção de outro prédio feito
pelo Centro de Planejamento. Este será a Unidade de Pesquisa que contará com
piscina terapêutica, salas de aula e laboratórios de pesquisa. “Estamos
aguardando a licitação, porém, a Universidade ainda precisa de verbas do
Governo Federal”, afirma a diretora.

Para a estudante do 2º semestre
de enfermagem Mariane Matos, além da falta de espaço, o que mais dificulta é a
quantidade de livros acadêmicos. “São materiais caros e aqui nós os usamos
muito. O problema é que a biblioteca não consegue atender nem metade dos
alunos”.  Ela afirma que muitas vezes precisou se deslocar para o campus
Darcy Ribeiro ou procurar em bibliotecas de outras faculdades de Brasília.

Mariane, assim como quase todos
os alunos da FCE, também precisa se deslocar para o CEM 4 para cursar algumas
disciplinas. Para atendê-los, existe um ônibus que sai a cada dez minutos e faz
o trajeto gratuitamente para os alunos, porém os atrasos são comuns. “Se você
perder o ônibus e decidir esperar outro, se atrasa muito para a aula. Se decide
ir a pé, corre sério risco de ser assaltado durante o caminho”, conta a
estudante. Ela nunca foi vítima de assalto, mas conta que “quem não foi,
conhece pelo menos duas pessoas que já passaram por isso”.

Já para quem não vai a pé e nem
precisa do ônibus gratuito pois vai para a universidade com o próprio carro
enfrenta outro problema. Os estacionamentos são pequenos e acidentes são
recorrentes. “Já perdi uma lanterna e um retrovisor”, diz a estudante do 3º
semestre de terapia ocupacional Carla Souza. Segundo ela, o problema dos
estacionamentos pequenos se junta com a falta de bom senso de alguns
estudantes. “Algumas pessoas chegam atrasadas e estacionam de qualquer jeito e
em qualquer lugar, e como o espaço é pequeno, manobrar o carro se torna uma
tarefa quase impossível”, desabafa.

Informações e imagens Adriano Lima / http://campus.fac.unb.br/

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