Câmpus da UnB em Ceilândia será inaugurado apenas em 2011.

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Pela quinta vez, a inauguração do prédio orçado em R$ 11,758 milhões será adiada. No ritmo atual das obras, os 1,2 mil universitários, que ocupam 10 salas do Centro de Ensino Médio nº 4 da cidade, vão continuar no desconforto até o ano que vem


Com previsão de ser construído em seis meses, e orçado em R$ 11,758 milhões, o câmpus da Universidade de Brasília (UnB) em Ceilândia ainda não foi entregue à comunidade acadêmica. A obra, iniciada em outubro de 2008, teve quatro prazos de entrega prorrogados. O quinto venceria no dia 20 próximo. Mas o que se vê até o momento é apenas o esqueleto de dois prédios. A nova expectativa é que o espaço seja entregue no início do ano que vem. Enquanto isso, 1,2 mil universitários assistem às aulas em dez salas emprestadas do Centro de Ensino Médio nº 4 da região administrativa. Para o próximo ano letivo, são esperados mais 240 alunos, aprovados no último vestibular.

O secretário de Obras, João Batista, adiantou que os dois prédios não ficarão prontos este ano. “Não tem condições. A empresa está fazendo um trabalho em ritmo normal e teria que ser acelerado para que as obras ficassem prontas no tempo previsto. Um dos prédios deve ser entregue em março e o outro em maio”, previu.

Segundo a diretora da unidade, Diana Moura Pinho, o atraso da obra acarretou prejuízos financeiros para a universidade. Por falta de espaço, a direção tem armazenado parte dos materiais em galpões alugados, uma despesa estimada em R$ 40 mil para os cofres da instituição. O investimento com equipamentos foi de R$ 20 milhões. Na escola onde o câmpus está sediado, o espaço físico é limitado. “Os professores não podem desenvolver suas pesquisas em plenitude porque não temos laboratórios adequados”, relatou Diana.

Atualmente, o câmpus improvisado oferece os cursos de enfermagem, farmácia, fisioterapia, gestão em saúde e terapia ocupacional. “Nós temos um projeto pedagógico para o curso de fonoaudiologia já aprovado pelo conselho da UnB, mas não podemos implantar por falta de espaço. Seria o primeiro curso de fonoaudiologia de Brasília e também do Centro-Oeste. A comunidade local tem a expectativa para abertura de novos cursos, mas nós não podemos nem ofertar aulas noturnas”, afirma Pinho.

 “Chegamos ao limite máximo. Não temos condições de continuar dando aulas aqui com a chegada de novos alunos. Falta espaço físico para a estruturação dos laboratórios. Uma sala que comporta 40 pessoas confortavelmente está com 60 alunos, o que não é a condição ideal”, diz o professor de biologia molecular Fábio Pittella.

Diana teme que mais um atraso das obras comprometa o início das aulas do próximo semestre, que começa em 21 de março. “Precisamos de um prazo de um ou dois meses de antecedência para fazer a instalação dos equipamentos. E também não adianta entregar edificações sem as vias de acesso, sem iluminação, sem segurança”, aponta Diana. “A nossa expectativa é que o novo governador, Agnelo Queiroz, dê prioridade a essa obra”,  completa

Insatisfeitos

A aproximação da academia é comemorada pela população que reside longe do Plano Piloto, onde está localizado o câmpus Darcy Ribeiro. Setenta por cento dos universitários do câmpus de Ceilândia são da comunidade e de cidades vizinhas, como Taguatinga, Riacho Fundo e Samambaia. Entretanto, os alunos estão insatisfeitos com a estrutura física oferecida. “É muito bom ter um ensino gratuito de qualidade perto de casa. Talvez não conseguiria arcar com os estudos longe. Mas precisamos de instalações apropriadas. É como se não se importassem com a gente”, reclama a estudante de terapia ocupacional Eloiza Cavalcante, 18 anos, moradora de Samambaia.

Expansão
O câmpus de Ceilândia faz parte do plano de expansão da UnB, iniciado em 2006. A obra da unidade acadêmica começou em outubro de 2008, no governo de José Roberto Arruda. O prédio seria entregue em seis meses: em março de 2009. Depois a data de inauguração foi remarcada para novembro daquele ano. Novamente um novo prazo:em 21 de abril de 2010, aniversário de 50 anos de Brasília. A crise política instalada pela Operação Caixa de Pandora paralisou a obra.

A construção ficou parada por seis meses. Em uma audiência pública com o atual governador Rogério Rosso (PMDB), o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, e a diretora do câmpus Diana Moura Pinho conseguiram a retomada da obra e um novo prazo para sua conclusão: 20 de dezembro de 2010. O novo prazo anunciado pelo secretário de Obras preocupa a gestora.

Além de Ceilândia e do câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, a UnB conta com câmpus em Planaltina e no Gama, esse último também funciona de forma provisória. A expectativa, segundo o diretor da unidade, Alessandro Borges, é que no próximo semestre as aulas sejam no novo e definitivo prédio, que está em finalização.

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