Capitã da PM de Goiás quer proibir policiais com cabelos loiros e ruivos.

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Proposta de capitã da PM de Goiás prevê regras no visual das policiais (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)A proposta de padronização do visual das policiais militares de Goiás que tem causado polêmica já existe em outras instituições, como no Corpo de Bombeiros. A forma de apresentação da mulher no trabalho foi regulamentada por um decreto em 2009 e varia de acordo com a ocasião. No entanto, ao contrário da proposta da PM, não há restrições quanto à cor do cabelo. As bombeiras goianas podem ser loiras ou ruivas.

Regras relacionadas aos cabelos das policiais são as mais polêmicas da proposta da Polícia Militar. Para usar solto, só se for curto. A preferência é que fique preso em coque, mas com rede ou laço preto ou marrom. O texto da proposta diz que para o modelo rabo de cavalo, os cabelos crespos, afros ou anelados devem ser trançados. Quanto à cor, ficariam proibidos, por exemplo, os “cabelos amarelos e vermelhos”.As unhas precisariam ser curtas e não seriam aceitas certas cores de esmaltes, como amarelo, azul e roxo. Maquiagem colorida ficaria proibida, bem como o salto alto. Anéis, no máximo dois e brincos, só um de cada lado, sem ultrapassar a pontinha da orelha.
A proposta feita pela instrutora da academia da PM, capitã Ester Lacerda, está em discussão na página oficial da PM e interessa a mais de 940 mulheres que são policiais militares em todo o estado.
No Corpo de Bombeiros, com o uniforme de gala, por exemplo, a maquiagem pode ser mais completa. No serviço administrativo, são permitidos franja e rabo de cavalo. As bombeiras dizem que não se incomodam com as regras.
A sargento Márcia de Almeida acrescenta: “Continuo me maquiando. Lógico que para trabalhar é bem discreto, diferente do que usamos para passear. O cabelo é bem preso e isso ajuda no trabalho”.“Nós visamos muito a segurança do trabalho, haja vista que, se usarmos cabelo solto, unhas compridas, nós vamos estar prejudicando nossa própria segurança”, justifica a cadete Geovana Carla.
Já a capitã Helaine Vieira Santos garante que as regras não diminuem a feminilidade das bombeiras. “Pode ver que as meninas não deixam de ser femininas, não deixam de ser bonitas. Simplesmente elas estão no local de trabalho. Assim como qualquer outra profissão que determina uniforme. É simplesmente uma padronização”, alega.
Problema 

Para o direito constitucional, não há problemas em estabelecer regras, mas existem limites, alerta o jurista Ari Ferreira de Queiroz. Ele explica que as regras devem ser estabelecidas em lei e vê alguns problemas na proposta apresentada pela PM.

“Qualquer exigência, seja para restringir, seja para impor uma obrigação às pessoas, é preciso que seja estabelecido através de lei. Não poderia ser apenas uma instrução interna, um regulamento, um ato da natureza administrativa”, alerta.
G1 GO

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