CAPS – AD, Mais de 72 dependentes de drogas atendidos por dia

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Atendimentos a usuários nos centros gratuitos do governo subiu 45% no ano passado


Os centros de Atenção Psicossocial a Álcool e Drogas (Caps AD), que oferecem auxílio gratuito para dependentes químicos do Distrito Federal, atenderam, em média, mais de 72 pacientes por dia no ano passado. Foram realizados um total de 26.628 atendimentos, 45% mais que os 18.242 pacientes registrados no ano anterior. Em quatro anos de funcionamento dos Caps, já foram 95.090 atendimentos.


As unidades oferecem apoio aos viciados em crack, maconha, cocaína, merla, álcool, inalantes, tabaco e cafeína. O serviço mais procurado pelos usuários não é o tratamento para se livrar do crack, e sim o do vício em álcool. A maioria dos pacientes que procuram ajuda nos centros são homens com idade entre os 18 aos 35 anos. 

Atualmente, o DF possui seis Caps regulares. Mas apenas uma unidade, localizada no Touring Club, próximo a Rodoviária, funciona 24 horas por dia. As outras unidades, localizadas no Guará, Santa Maria, Ceilândia, Sobradinho, Paranoá e Itapoã, abrem às portas 8h e fecham às 18h.

O governo planeja inaugurar mais quatro unidades 24 horas nos próximos dois meses. Os novos centros serão instalados na Asa Norte, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. As unidades da Asa Norte e de Taguatinga, inclusive, ficarão responsáveis por abrigar temporariamente crianças e adolescentes viciados. “Os pacientes que precisam de desintoxicação são encaminhados aos hospitais regionais. Já os dependentes químicos são levados para unidades terapêuticas”, explica Denise Helena Silva, gerente da unidade do Itapoã.

De acordo com a gerente do Caps do Touring, Maria Garrido, engana-se quem pensa que os dependentes que procuram o serviço são apenas moradores de rua. “Recebemos muito pacientes de classe média e alta, inclusive empresários e executivos de alto padrão de vida. Infelizmente, apenas 10% de todos os dependentes químicos conseguem se livrar do vício”, diz.

Leonardo Ribeiro, 27 anos, é um exemplo. Filho de servidores públicos e morador de uma quadra nobre da Asa Sul, ele começou a beber aos nove anos e aos 11 anos já estava viciado em maconha. Foi internado cinco vezes e só decidiu se dedicar ao tratamento quando a mãe o expulsou de casa. “Ela só vai me aceitar de volta quando eu estiver livre do vício. Quero ter uma vida normal e estudar para concursos, mas antes preciso me livrar da dependência”, observa o jovem.

Fonte: Jornal Destak – Brasília – 19/03/2013 / Blog do Sombra

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