CDES-DF debate o desenvolvimento industrial e comercial de Ceilândia, sem a presença da associação representativa.

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Na
terceira edição do programa “GDF Junto de Você”, o Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal (CDES-DF)
promoveu um debate com a presença de empresários locais sobre como
desenvolver as áreas industrial e comercial da cidade.

“O
empresário precisa ser fortalecido, precisa de segurança jurídica.
Estamos abertos a sugestões para melhorar nossas ações, pois o que
queremos é dar estrutura e cidadania para os microempresários”, afirmou o
secretário de Desenvolvimento Econômico, Hermano Carvalho, ao anunciar
que mais de R$ 1 bilhão será destinado às micro e pequenas empresas no
DF.
A
mesa foi mediada pelo conselheiro do CDES e presidente do Conselho
Deliberativo do Sebrae-DF, José Sobrinho Barros, que destacou a
importância desse tema para a cidade.
“Este
é um espaço para toda a comunidade ter acesso às potencialidades da
cidade. Ele serve para mostrar para todos que o GDF está mais perto do
cidadão, e quer incentivar o desenvolvimento de Ceilândia”, enfatizou.
O
presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de
Ceilândia (Assedic), Rene Fernando Lima, reiterou a importância desse
espaço de diálogo para construir uma cidade melhor e mais desenvolvida.
“É
preciso conhecer as estatísticas, os dados, para poder fazer um
planejamento adequado e melhorar a vida da nossa população”, explicou,
ao ressaltar a necessidade da geração de empregos para aumentar a renda
dos moradores da cidade.
Empresários
locais apresentaram suas dificuldades e dúvidas em relação a programas
de incentivo a microempreendedores, como o Pró-DF, destacando que a
falta de estrutura nos bairros e a ausência de sinalização prejudicam
suas atividades.
O
secretário se colocou à disposição para sanar dúvidas e afirmou que as
demandas apresentadas serão registradas pela secretaria.
Números
O
representante da Companhia de Planejamento do Distrito Federal
(Codeplan), Jusçânio Umbelino, lembrou que Ceilândia é resultado do
primeiro projeto de erradicação de favelas do DF.
Segundo
os dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD)
elaborada pela entidade, os jovens são maioria na cidade e correspondem a
24,31% da população.
A
cidade mais nordestina do DF também possui 66,46% da população com
origem naquela região do país. Quanto à escolaridade, 38,11% possui o
ensino fundamental incompleto e 5,58% de analfabetos.
O
estudo aponta que, de 2011 para cá, aumentou o número de pessoas com
nível superior, elevando também a qualidade de vida. A renda domiciliar
média de 47,89% dos moradores da cidade está entre dois e cinco salários
mínimos, figurando no grupo de cidades com renda média mais baixa no
DF.
A
população economicamente ativa trabalha, predominantemente, com
carteira de trabalho assinada, nas seguintes áreas: comércio, serviços
gerais, serviços públicos (federal e GDF) e construção civil.

Pouco
mais de um terço dos moradores que trabalham o fazem na própria região
administrativa. Jusçânio Umbelino destacou que os condomínios Pôr do Sol
e Sol Nascente ainda são os espaços mais carentes de infraestrutura e
qualidade de vida, e que merecem mais atenção.

A Associação Comercial e Industrial de Ceilândia, entidade com 36 anos representando o comercio e industria da cidade, não foi convidada para o debate, ou foi esquecida. 

Douglas Protázio com informações da CDES/DF

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