Ceilândia – Conselho Universitário vistoria obras na UnB.

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Reunião do Consuni não alcançou quórum deliberativo. Estudantes e professores debateram problemas do campus.






A conclusão da sede definitiva da UnB Ceilândia (FCE) foi o tema da reunião do Conselho Universitário, ocorrida nesta sexta-feira 25, nas instalações da Unidade de Ensino e Docência (UED), região sul da cidade. Como não houve quórum deliberativo, pois só compareceram 32 conselheiros – a representação mínima exigida é de 45 –, não foi possível inserir a discussão de temas como a reforma do Estatuto da UnB e a paridade nas eleições para a direção da universidade. A próxima reunião ordinária do conselho está prevista para o dia 10 de dezembro, no campus Darcy Ribeiro.
Antes da sessão, que não teve caráter deliberativo, foi realizada vistoria no prédio da UED, unidade principal do campus, que abrigará salas de professores, dois auditórios, além de 13 laboratórios. A obra está com o piso térreo praticamente concluído, mas apenas duas salas e quatro laboratórios estão funcionando. “Com a previsão de terminar a construção antes do início do próximo semestre letivo, poderemos ampliar a oferta de salas de aula e laboratórios”, prevê a diretora da FCE, Diana Pinho.
O campus da Ceilândia está operando em três espaços diferentes. Além da UED, localizado na área que será a definitiva, o cotidiano acadêmico está dividido entre a Escola Técnica de Ceilândia (ETC) e o Centro de Ensino Médio 4 (CEM). “Hoje, temos um total de 14 salas de aula, quatro laboratórios e dois auditórios”, enumera Diana. A FCE oferece cinco cursos na área de saúde (enfermagem, farmácia, fisioterapia, terapia ocupacional e saúde coletiva) e conta com um total de 1.475 estudantes.
“Nas atuais condições da faculdade, estamos nos sentindo como no ensino médio”, admitiu Valmir Lopes, estudante do 1º semestre de saúde coletiva e membro do Consuni. A diretora do campus também destacou o volume de gastos decorrente da demora na conclusão das obras. “Temos que nos dividir entre três lugares diferentes, isso onera muito a gestão, porque parte dos gastos é feita com transporte de professores e alunos”, exemplifica Diana.
Para a estudante Juliana Ramalho, do 2º semestre de Fisioterapia, há problemas que os números sobre a obra escondem. “São mais de mil alunos e só temos um banheiro masculino e outro feminino à disposição. Também só há uma lanchonete, que não oferece o que a gente precisa”, protestou.
OBRAS – O campus da Faculdade UnB Ceilândia deverá abrigar quatro prédios. As obras mais avançadas são do Módulo de Serviços e Equipamentos Esportivos (MESP), que inclui alojamento estudantil, quadra de esporte e restaurante universitário. A previsão do Decanato de Administração (DAF) é entregar o espaço em meados de dezembro.
No caso da Unidade de Ensino e Docência, onde também ficarão sediadas as secretarias de cursos, diretoria, laboratórios e salas de professores, a retomada das obras está prevista para a primeira semana de dezembro . “Recebemos três propostas de empresas, vamos selecionar a melhor oferta para assinar o contrato emergencial até o dia 30 de novembro”, explicou Eduardo Raupp, decando de Administração. O investimento para concluir o espaço foi orçado em R$ 2,8 milhões. “Diferentemente da proposta original, inserimos nos custos a aquisição de equipamentos de climatização, para preservar laboratórios e outras dependências do prédio”, acrescentou Raupp.
Já a Unidade Acadêmica (UAC), prédio que abrigará 16 salas de aula, laboratório de informática e biblioteca, é a obra mais atrasada. O Governo do Distrito Federal (GDF) é o responsável pela construção. Durante a reunião, o reitor José Geraldo de Sousa Júnior confirmou que a Secretaria de Obras deverá publicar, na próxima semana, o edital de licitação para o prédio. “Não será uma licitação em regime de urgência, mas pedimos que o edital contemple a entrega da obra por etapas”, enfatizou. A expectativa do reitor é que a contratação da empreiteira condicione a entrega de espaços do prédio antes do término da construção.
A direção da FCE ainda vai disputar a instalação de um galpão na área do campus. “Queremos que seja um espaço para dar suporte, além de abrigar um novo laboratório multidisciplinar”, afirma Diana. 
Jornal Alô / Secretaria de Comunicação da UnB

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