Ceilândia é a maior cidade com registro de violência e não tem uma Delegacia Especializada.

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SANDRO LIMA

Delegacia especializada às mulheres só no Plano Piloto

O Distrito Federal registrou mais de 10 mil casos de violência contra mulher, entre janeiro e agosto deste ano. Ceilândia é a campeã, com mais de 1,6 mil, nos oito primeiros meses de 2013, e não há na região uma delegacia especializada para atender as vítimas.
O Centro de Referência da Mulher de Ceilândia, que poderia ser uma alternativa, ficará pronto em 60 dias, segundo expectativa da Secretaria da Mulher. A cidade teve um crescimento no último ano de 7% nos casos de violência contra o sexo feminino. O número passou de 1.523 casos, em 2012, para 1.629, de janeiro a agosto deste ano.

Um delegado de polícia da região, que não quis se identificar, afirmou que muitas vezes tem de treinar o pessoal para atender às mulheres que chegam para registrar a violência. Outro ponto destacado é que, muitas vezes, tem de deslocar uma viatura com a vítima para a delegacia especializada no Plano Piloto, para que as providências sejam tomadas pela equipe que atende esse tipo de demanda. “Isso dificulta o trabalho da polícia na hora da queixa”, disse o delegado.
Segundo a Secretaria da Mulher, o GDF está com a previsão de criar uma Delegacia Especializada em Ceilândia. O projeto está na previsão orçamentária da Polícia Civil do DF para 2014. A Polícia Civil do DF informou, por meio de nota, que ainda não há previsão de construção de uma Deam em Ceilândia, tendo em vista que o efetivo atual da PCDF é o mesmo desde o 1993, o que inviabiliza, no momento, a criação de novas unidades policiais. Contudo, a corporação afirmou que conta com seções de atendimento exclusivo às mulheres em todas as delegacias circunscricionais.
Para a doutora em Direito pela UnB Soraia da Rosa Mendes, existe uma demanda em aberto em Ceilândia para criação de uma delegacia especial. Segundo ela, mesmo sendo um ambiente especializado em lidar com a situação, ainda é uma delegacia e traz traumas à pessoa. “Isso é um fator prejudicial à comunidade e às mulheres. O ideal seria uma rede de acolhimento”, defende.
A região administrativa que teve um crescimento no número de registro de violência doméstica foi Jardim Botânico. De janeiro a agosto de 2012, foram 12 casos. Neste ano, houve 40 registros, um aumento de 333%, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do DF.
As Regiões Administrativas (RAs) com maior incidência são Ceilândia, com 16,1% (1.629 registros); Planaltina, com 8,6% (873); Gama, 6,8% (685); Samambaia, 6,5% (658); Taguatinga 6,4% (644), e Brasília 5,6% (566). Juntas essas RAs respondem por 50% das ocorrências.
PONTOS DE ATENDIMENTO
Ceilândia conta, atualmente, somente com um núcleo de atendimento da mulher, localizado na Promotoria de Justiça da cidade, que realiza atendimento somente a mulheres, filhos que os casos já estão na Justiça. Além

de fazer um trabalho periódico com homem agressor.

PREVISÃO
O Centro de Referência da Mulher, que ainda será inaugurado em dois meses, atenderá a demanda espontânea da comunidade. No local, terá atendimento psicológico e jurídico para mulheres que procurarem o espaço.
Está previsto para março do próximo ano a criação da Casa da Mulher Brasileira, na Asa Norte, próximo segundo informações da Secretaria da Mulher. O projeto é uma parceria entre o Governo Federal e o governo do DF.
O espaço, que será construído próximo à Universidade de Brasília, irá oferecer vários serviços para mulheres vítimas de violência. No local, terão todos os representantes legais do Estado para dar suporte à mulher, com uma equipe multidisciplinar para acompanhamentos psicológicos e jurídicos, por exemplo.
Informou Jornal Alô

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