Ceilândia e Taguatinga, continuam com comércio cheio após o natal.

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Ariadne Sakkis
 para o Correio Web

Dizem por Taguatinga que, na semana do Natal, enfrentar o comércio é tarefa para corajosos. Não cabe tanta gente nas lojas. Desde a segunda-feira, porém, há um pouco menos de gente disputando a atenção dos comerciantes e o espaço das ruas. Mesmo assim, Taguatinga dificilmente viverá a mesma tranquilidade que se vê no Plano Piloto nesta época. Há quem diga que os feriados de fim de ano pouco alteram a rotina da cidade. A não ser pelo trânsito, que dá certa trégua aos motoristas. Lanchonetes, bares e, principalmente, o comércio são frequentados normalmente.

Para a estagiária de banco Sabrina Tamais, 22 anos, os últimos dias do ano nunca significam menor volume de trabalho. Ao contrário, ela acha que trabalha muito mais, pois a agência fica sempre cheia. “As pessoas querem adiantar tudo, querem mais dinheiro para viajar. Se pudessem, fariam o mesmo com a vida”, brinca. A jovem mora em Ceilândia e trabalha no Taguacenter, um dos principais centros comerciais da cidade e do Distrito Federal. Já se acostumou a estar sempre rodeada de multidão, ambulantes e ofertas. “O movimento aqui está normal. Talvez com um pouco menos de gente, mas nada absurdo. Em janeiro, fica mais vazio”, diz.

A família Campos esperou passar o Natal para comprar os presentes, além de material para artesanato no Taguacenter. Chegar e estacionar no local foi um pouco mais fácil do que o habitual, mas não tiveram chance de escolher a vaga. Encontrar o melhor espaço continua sendo difícil. As aposentadas Glória Eugênia Campos, 59 anos, e Ana Grace Campos, 51, além da professora Hadassa Cristina Campos, 22, acreditam que a rotina dessas cidades é menos alterada do que a de Brasília pela diferença de renda entre elas. “A de Brasília é maior e, por isso, as pessoas têm mais dinheiro para viajar nesta época, em que tudo é mais caro”, afirma Hadassa. Glória mora no Núcleo Bandeirante. Ana e Hadassa, no Riacho Fundo.

Comerciante gosta da casa sempre cheia. E não é diferente para o feirante e vigia de carros Alex Oliveira Lopes, 25 anos. Ele se divide entre a barraca de frutas do “presidente dos cornos”, como ele é conhecido, e as vagas para carros logo em frente ao ponto. Enquanto conversa com a reportagem, ele oferece caixas de morango e pede licença para receber um troco por “olhar a vaga”. Embora a rotatividade de veículos seja alta, ele preferiria ver o local com carros até na calçada. “Eu sei que aqui ainda é movimentado, mas bom mesmo é quando não dá nem para passar. Aí, a gente ganha mais”, explica. Ir para o Plano Piloto no fim do ano é furada, garante.

Ceilândia

Na cidade mais populosa do Distrito Federal, não existe uma medida ideal para definir o que é movimento normal. Geralmente, Ceilândia se revela agitada, e os pedestres só deixam as avenidas principais ao anoitecer. Aí, então, é a vez de bares e lanchonetes serem ocupados por muitos dos 398.974 habitantes. Durante o dia, se há um lugar que não costuma ser pacato é a Feira dos Goianos, localizada entre Taguatinga e Ceilândia. A dona da barraca de roupas em jeans Vilany Cardoso, 55 anos, não conseguiu parar de atender para conversar com a reportagem de tanta gente interessada em comprar as suas mercadorias. “Vem gente comprar, trocar presente. Normalmente, é assim. Mais cheio ainda é no fim de semana”, conta.

A rotina mudou tão pouco em Ceilândia que os dramas de quem depende do transporte público continuam os mesmos. Paradas de ônibus ficam lotadas, mesmo com menos engarrafamento. As irmãs Renata e Kátia Cezar, de 34 e 28 anos, aguardavam a chegada do coletivo para Taguatinga, onde moram. “Demora a mesma coisa. Já peguei ônibus muito cheios e outros com bancos vazios. Mas acho que, nesta época, as empresas reduzem a quantidade de ônibus”, acredita Renata.

Viagens no no-novo

Entre hoje e 2 de janeiro, a expectativa é de que 30 mil passageiros deixem o DF de ônibus. A previsão é da Socicam Terminais de Passageiros, empresa integrante do Consórcio Novo Terminal, responsável pela Rodoviária Interestadual de Brasília. Durante o feriado, aproximadamente 53 mil passageiros devem utilizar o transporte rodoviário na capital federal. Os destinos mais procurados são Goiânia, Unaí e Rio de Janeiro. Há ônibus extras para esses destinos.

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