Ceilândia ganha UPA com ambiente baseado na obra de Athos Bulcão

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O governador Agnelo Queiroz
irá inaugurar neste primeiro semestre de 2014 a primeira Unidades de
Pronto Atendimento(UPA) em Ceilândia, de um total de duas na cidade, que
foram orçadas em R$ 9.0 milhões cada. A primeira fica localizada na
antiga área do ceilambodromo e a segunda no setor QNR em Ceilândia
norte. As unidades de saúde visam acolher confortavelmente a comunidade
de Ceilândia e terá sua ambiente interior baseado na obra de Athos
Bulcão. A primeira UPA 24h será aberta a população até o final de março
de 2014 e está sendo considerada a maior do Brasil.

As
Unidades de Atendimento, as UPAs foram lançadas como parte da Política
Nacional de Urgência e Emergência em 2003. Elas funcionam como unidades
intermediárias entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os hospitais e
tem resolutividade de 99% dos casos. Todas as UPAs do DF são de porte
III com capacidade de atendimento de até 350 pacientes por dia.
Segundo o Deputado Chico Vigilante, a UPA de Ceilândia vai atender os casos de saúde que exijam atenção
médica intermediária como problemas de pressão febre alta, IAM, trauma e
AVC, evitando que estes pacientes procurem os prontos-socorros dos
hospitais. Além disso, a UPA 24h funcionará também de forma integrada
com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Chico
explica, o cidadão, ao ligar para o número 192, tem acesso a uma central
com profissionais de saúde que oferecem orientações de primeiros
socorros, além de definir os cuidados adequados a cada situação. Em
muitos casos, o SAMU presta o primeiro atendimento e encaminha o
paciente da região para a UPA.
Quem é Athos Bulcão
Nascido no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos passou
sua infância em uma casa ampla em Teresópolis. Perdeu a mãe, Maria
Antonieta da Fonseca Bulcão, de enfisema pulmonar antes dos cinco anos e
foi criado com seu pai, Fortunato Bulcão, entusiasta da siderurgia,
amigo e sócio de Monteiro Lobato, com o irmão Jayme, 11 anos mais velho,
e com suas irmãs adolescentes Mariazinha e Dalila, que substituíram a
mãe.
Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com
quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na
Pampulha e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores.
Antes de pintar, planejava as cores que usaria e acredita fervorosamente
que o artista tem de saber o que quer fazer. Athos não acredita em
inspiração. Para ele, o que existe é o talento e muito trabalho. “Arte é
cosa mentale”, diz, citando Leonardo da Vinci.
A trajetória
artística de Athos Bulcão é especialmente consagrada ao público em
geral. Não ao que freqüenta museus e galerias, mas ao que entra
acidentalmente em contato com sua obra, quando passa para ir ao
trabalho, à escola ou simplesmente passeia pelo parque da cidade, teatro
nacional de Brasília, impregnada pela sua obra, que “realça” o
concreto da arquitetura de Brasília.
Como diria o arquiteto e
amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro
Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do
edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças
coloridas?”, difícil imaginar. Athos é o artista de Brasília. As obras
que aqui realizou foram feitas para o convívio com a população e
carregam a consideração por esta cidade e seus habitantes.
Informações da ACIC

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