Ceilândia: moradores reclamam das bocas de fumo, dos buracos e da falta de praças.

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Esgoto a céu aberto, buracos que não acabam mais, insegurança e falta de lazer. Essa é a realidade enfrentada por quem vive na QNN 17/19, em Ceilândia. A infraestrutura na região é precária e  sobram reclamações dos moradores.
Basta caminhar pelas ruas da quadra que logo se vê os motivos de tantas queixas. Na entrada da entrequadra, pelo menos dez buracos atrapalham quem transita pelo local. O comerciante Dilson França diz que eles estão ali há pelo menos cinco meses. “É só começar o tempo de chuvas e eles aparecem. Com o tempo, viram crateras”, afirma.
O aposentado Pedro Borges aponta a falta de segurança como o principal problema. “Aqui é um lugar bom para se morar, mas nesta quadra a segurança é ruim. Bocas de fumo, usuários de droga, sempre estão na entrequadra e tiram o sossego de quem mora por aqui”, relata. Borges diz que a polícia faz rondas, mas não são suficientes. “Falta policiamento. Precisa ter mais rondas e mais viaturas nas ruas”, reivindica.
Além dos problemas diários enfrentados pela população local, um dos pontos da rede de esgoto do Conjunto E da QNN 19 entupiu na semana passada e, desde então, transborda e escorre pela rua. “Alguns vizinhos ligaram para a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) na quinta-feira. Eu mesmo abordei um carro da companhia na rua e avisei, mas de nada adiantou”, afirma Divino de Fátima Silveira, morador da região.
Ele diz que o problema maior está no mau cheiro e nos ratos. “Depois que o esgoto começou a vazar, vários ratos saem de lá. Eu já matei três na porta de casa. Sem contar que com o fedor é impossível,  almoçar, por exemplo”, relata.
Outro ponto levantado pelos moradores é a falta de um espaço de lazer. “Aqui, não temos uma praça, um ponto de encontro comunitário ou um parquinho para as crianças. A administração até começou a fazer um, mas não terminou. Só tem os bancos e a pavimentação” descreve a professora Lídia Silvestre da Cunha.
Soluções
A Caesb informou que em seu sistema não constava registro de que a reclamação teria sido feita. Entretanto, após a solicitação da reportagem do Jornal de Brasília, a companhia enviou uma equipe técnica ao local. Ontem, por volta das 13h o problema já havia sido solucionado.
De acordo com a Administração Regional de Ceilândia, serão desenvolvidas ações de combate à violência e ao tráfico de drogas. A Assessoria de Imprensa informou, por meio de nota, que o administrador participou de uma reunião na Secretaria de Segurança e apresentou um mapeamento das áreas que necessitam de atenção especial. Conforme a nota, as quadras 17/19 fazem parte da rota de combate.

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