Ceilândia: Uma cidade dividida.

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THAYSE LOPES

Região vive dualidade: abriga boa parte da classe média baixa do DF e as duas maiores favelas

Com mais de 442 mil habitantes, Ceilândia abriga um quarto da população do Distrito Federal. A cidade é um desafio para o governo local, pois ao mesmo tempo que abriga um parcela significativa da classe média baixa do DF, com amplo acesso a serviços públicos, possui também duas das maiores favelas do país, os condomínios Pôr-do-sol e Sol Nascente, que juntas contabilizam mais de 80 mil moradores, sendo esses com acesso precário a serviços básicos de infraestrutura.
O dualismo local foi revelado pela Pesquisa Distrital por Amostragem de Domicílios (Pdad), divulgada ontem (19) pela Codeplan. A pesquisa elaborada a cada dois anos mostrou uma cidade que viu sua população crescer em mais de 40 mil pessoas devido à alta taxa de migração e também presenciou uma baixa na renda domiciliar de quase 5% puxada pelo baixo poder aquisitivos das regiões do Pôr-do-sol e Sol Nascente, segundo o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.



“Na Ceilândia tradicional há uma universalização dos serviços oferecidos pelo governo. Já nos condôminos, a população vive mais precariamente. O governo precisa avançar nos investimentos em transporte, educação e ampliar o acesso a serviços básicos de infraestrutura”, destaca Miragaya.
Segundo o professor Sergio Souza, 30 anos, na região do Pôr-do-sol falta serviços essenciais como asfalto e saneamento básico. “Vivemos como se o governo estivesse nos esquecido. Eles vêm aqui raramente, prometem, mas não cumprem nada. É um problema”.
Por outro lado, a vendedora Ilza Santos, 39 anos, diz que não tem muitos motivos para reclamar da cidade. “Ceilândia tem os problemas comuns a toda grande cidade, mas eu gosto muito de morar aqui”. A economista da Codeplan, Iracy Peixoto, conta que os moradores da cidade têm vivido uma importante autonomia das demais regiões do DF, o que tem expandido o setor de serviços da cidade. “Mais de 90% da população usam os serviços de saúde, escolas e o comércio da Ceilândia. Até mesmo a quantidade de postos de trabalho cresceu e já supera o Plano Piloto e Taguatinga, juntas”, comenta.




Dados à parte


Na próxima semana, a Codeplan divulgará dados específicos dos condomínios Pôr-do-sol e Sol Nascente. Segundo Miragaya, as duas regiões vivem uma particularidade que necessita ser observada de maneira mais detalhada.


Informou Jornal Alô.

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