Centro de Saúde de Ceilândia é ambulatório

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GERDAN WESLEY
Na tentativa de melhorar o atendimento médico ambulatorial da Ceilândia, a Secretaria de Saúde realizou ampliações do ambulatório do hospital regional da cidade. Especialidades como Ortopedia e Neurologia são oferecidas agora no antigo Centro de Saúde nº.01, localizado a poucos metros do HRC e que se tornou sede do Ambulatório Dois.
Programas de saúde que antes não tinham espaços físicos também ficarão abrigados na nova estrutura, assim como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Para otimizar o atendimento e diminuir a espera, a Secretaria estuda ainda a abertura de consultórios no novo anexo para atender a demanda de pacientes da emergência em estado menos grave. 

Neste caso, pessoas que foram triadas pela classificação de risco e receberam fichas verde ou azul serão encaminhadas para a nova unidade. A medida é uma forma de dar mais assistência e agilidade no atendimento das pessoas que procuram a emergência e, por estarem com baixo risco, sofrem a demora no atendimento, uma vez que somente os casos mais graves são priorizados.
A Secretaria de Saúde e a Regional de Saúde de Ceilândia informaram por meio de uma nota que o ambulatório já está em funcionamento, quanto ao atendimento de emergência, o órgão limitou-se a dizer que ainda está em fase de estudo de viabilidade técnica e não há prazo para a disponibilização do serviço à comunidade.
Com a desativação, os pacientes que eram atendidos no Centro de Saúde nº.01 foram transferidos para outras unidades básicas de saúde. Quem reside em Ceilândia Norte é atendido pelo Centro de Saúde nº.05, localizado na QNM 16. Os que moram em Ceilândia Sul devem buscar atendimento no Centro de Saúde nº.03, na QNM 15.
Enquanto os problemas do ambulatório são amenizados, a situação da emergência do HRC está complicada. O Alô Brasília foi ao HRC e constatou o drama de centenas de pessoas à procura de atendimento na unidade de saúde. 
Com mais oito horas esperando por atendimento ortopédico para a filha de quatro anos, a cuidadora Luciléia de Andrade era uma das muitas pessoas indignadas com a precariedade do atendimento. Segundo ela, mesmo tendo chegado cedo ao hospital, no final da tarde ainda faltavam cerca de 40 pessoas para que a sua filha fosse atendida “É desumano deixar uma criança esperar todo este tempo com o braço quebrado e sentindo dor. Infelizmente os políticos não usam hospital público, senão eles mesmos ficariam envergonhados com o que fazem. É difícil ver um filho sentindo dor e não poder fazer nada além de esperar”, desabafa Luciléia.
Laqueadura sem cortes e anestesia 
Nove mulheres foram convocadas a passar por procedimento inédito de laqueadura no Distrito Federal ontem (10). O método de esterilização histeroscópica via vaginal, sem necessidade de cortes nem anestesia, dura de seis a dez minutos e tem a mesma eficácia do procedimento tradicional de contracepção definitiva, segundo a Secretaria de Saúde.
O procedimento clínico foi realizado no Hospital Regional do Paranoá. As pacientes receberam alta cerca de uma hora depois da intervenção. A cirurgia convencional de laqueadura dura, em média, 60 minutos, com alta prevista após 24 horas.
A expectativa do governo é usar o novo procedimento para acabar com a fila de espera de 1,2 mil mulheres que precisam de um método definitivo de contracepção por meio do sistema público de saúde. De acordo com Secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, o método é positivo por ser um procedimento ambulatorial menos invasivo que a laqueadura tradicional e que não exige a existência de um centro cirúrgico ou de método anestesista.
Fábio Magalhães para o Jornal Alô

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