Cerca de 320 moradores participaram do Voz Ativa em Ceilândia

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

No encerramento do ciclo de debates sobre segurança
pública, a edição da noite desta quinta-feira (8) do Voz Ativa, em Ceilândia,
reforçou como a cultura pode ser um instrumento de transformação social.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, cerca de 320
moradores da região participaram das discussões com o governador Rodrigo
Rollemberg, no Centro Olímpico, na QNO 9.

Entre propostas e
reivindicações, foi destacada a carência de recursos e de espaços públicos para
atividades culturais. Luciene Velez, fundadora da Associação Cultural Meninos
de Ceilândia, apontou a ocupação de locais sem uso e as parcerias com o setor privado
como soluções para a demanda. “Os postos da Polícia Militar que estão
desocupados podem servir para a criação cultural, com artesanato, venda de CDs
e de camisetas, além de exposições.” Ela também reclamou da falta de
visibilidade para a cena cultural de Ceilândia.

Rollemberg informou
que a disponibilização de espaços hoje fechados para atividades culturais está
em debate no governo. O chefe do Executivo também apoiou que seja feita
parceria com uma empresa de telefonia que possui estruturas abandonadas na
região e concordou com a sugestão dos moradores de estabelecer atividades
culturais na Caixa D’Água, tombada como patrimônio histórico e cultural.
“Ceilândia tem de se apropriar dos seus espaços.”

Ao reforçar a
importância da cultura de rua para os jovens, Roberto Barbosa da Silva,
conhecido como Beto SDR, membro do movimento CEI Viva, ressaltou que, por meio
do rap, desviou-se da violência e do tráfico de drogas na região. “Eu faço
rap, e essa foi a primeira escola da qual eu consegui gostar. Isso me deu uma
direção e me fez dizer não para o crime. Mas aqui temos pouco orçamento para a
cultura.”

Apresentações artísticas

No evento, houve apresentações de artistas locais, como o grupo de dança de rua
CeilanSoul e o DJ Jamaika. Entre as atrações musicais, também participou a
cantora Safira Alves, de 15 anos, moradora do Sol Nascente e filha do DJ
Jamaika. Grafiteiros da região se dedicaram a pintar telas disponibilizadas no
espaço.

No Voz Ativa, 15
pessoas se inscrevem para fazer sugestões verbalmente. Os demais presentes
podem fazer reclamações e pedidos por escrito, que são encaminhados aos órgãos
responsáveis.

Com o fim da edição
do Voz Ativa na área de Segurança Pública, a secretária-adjunta da Segurança
Pública e da Paz Social, Isabel Seixas, avaliou os quatro encontros realizados
neste ano. “O evento nos faz pensar demandas e debater soluções com a
comunidade, muitas vezes abrindo nossos olhos para o que nem sempre temos
conhecimento. As informações colhidas estão sendo processadas.”



Agência Brasília

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: