Chuva derruba dois postes e assusta moradores de Ceilândia

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A chuva e a ventania ocorridas no início da tarde de ontem pegaram os brasilienses de surpresa em vários pontos do Distrito Federal. Árvores e postes tombados, queda de luz, alagamentos e paralisação no metrô foram alguns dos problemas provocados pelas precipitações. Cidades como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia estão entre as que mais sofreram com o temporal. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais chuva para os próximos dias.

A violência das águas pluviais causou vários estragos em Ceilândia. Uma inundação provocou a derrubada de dois postes eletrificados na QNM 1, Conjunto A, em frente ao fórum local. O rompimento de um cano da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) contribuiu com o acidente, que ocorreu por volta das 16h. As estruturas caíram dentro de um terreno de obras, onde será construído o prédio do Ministério Público de Ceilândia. O engenheiro civil Antônio Pereira, da empresa responsável pela construção do prédio, acredita que a “falta de drenagem correta da água na rua” provocou a queda.

O agente técnico da Defesa Civil Douglas Protázio disse que não se pode atribuir a queda dos postes ao vento que veio com a chuva. A via que passa em frente ao Fórum de Ceilândia acabou interditada, pois a passagem de carros no local causaria trepidações que, associadas ao desgaste do asfalto e do terreno, poderiam levar ao desabamento da pista. Ninguém ficou ferido.

A região das QNMs de Ceilândia teve interrompido o abastecimento de energia elétrica — assim como as Quadras 400 e 600 de Samambaia e as QNLs de Taguatinga, que ficaram sem luz desde as 15h30. Segundo informações da assessoria de imprensa da Companhia Energética de Brasília (CEB), as equipes técnicas foram reforçadas por causa dos problemas causados pela chuva. As inundações, no entanto, atrasaram os trabalhos. Por volta das 19h30, a situação se normalizou em Taguatinga e em Ceilândia. Em Samambaia, o fornecimento não havia sido restabelecido até as 21h30.

Quem precisou dos serviços do Metrô-DF também enfrentou dificuldades à tarde. Um problema de sinalização, possivelmente provocado por um raio, deixou paradas, por quase uma hora, as linhas de metrô que seguiam para Ceilândia. Das 15h53 até as 17h, os trens ficaram impedidos de trafegar. A assessoria de imprensa do Metrô-DF informou que é preciso paralisar os serviços quando há problemas parecidos. Por questão de segurança, é necessário que um trem se comunique com o outro para evitar possíveis acidentes.

Instabilidade
Além da chuva, uma rajada de vento de 48km/h em Taguatinga derrubou uma árvore na Colônia Agrícola Samambaia. O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) teve problemas com a área de cardiologia, após uma tempestade alagar parte da cidade. A direção da unidade de saúde informou que, quando chove forte, é normal inundar o setor. No Lago Norte, o Corpo de Bombeiros foi acionado para remover uma árvore tombada na QI 16, Conjunto 1. O Inmet registrou ventos fortes nas estações do Sudoeste — 45km/h — e de Planaltina — 30km/h.

O meteorologista Luiz Cavalcante, do Inmet, disse que espera mais chuvas para os próximos dias. “O mês de fevereiro é chuvoso, mas não são chuvas constantes”, explicou. Segundo ele, a queda d’água, que atingiu principalmente o norte e o oeste do DF, é consequência de uma instabilidade no norte de Goiás. “A umidade foi jogada para cá e, como o calor estava forte, evaporou muito rápido. Pode-se dizer que é chuva típica de verão, passageira”, explicou. Em janeiro deste ano, a média de chuvas no DF foi de 121mm, quase 6mm a menos do que no mesmo período de 2010. A temperatura máxima de hoje foi de 28,8 °C. A mínima, de 18°C. Até agora, a maior temperatura do ano foi registrada na última quarta-feira: 30,6°C.
Correio Braziliense

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