Cineasta de Ceilândia Adirley Queirós comenta sobre a vitória de “Branco sai. Preto fica” no Festival de Brasília

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Vencedor do prêmio de Melhor filme da Mostra Competitiva, da Mostra Brasília, e do Saruê, prêmio oferecido pelo Correio Braziliense, por Branco Sai. Preto fica, o cineasta Adirley Queirós fez questão de ressaltar o caráter político de seu longa. Em conversa com o Correio, logo após a premiação, na noite dessa terça-feira (23/9), ele frisou que a produção deixa clara uma divisão social e racial no Distrito Federal.
 



“Na minha cabeça, é muito claro que existem várias cidades (dentro do DF). Existe uma Ceilândia que representa algumas periferias e existe Brasília”, afirmou.


Para Adirley Queirós, o filme joga luz a essa segregação. “Não podemos ser condescendentes. É fundamental colocarmos essas questões e gerar discussão”, disse.


Sobre a vitória, o cineasta da Ceilândia aproveitou para falar sobre a distribuição deBranco sai. Preto fica. “Quero exibir meu filme, quero fazer cópias, colocar na feira. Tentar uma distribuição alternativa”, explicou, enquanto criticava a política de distribuição cinematográfica brasileira. 


Branco sai. Preto fica é a ponta de um trabalho que Adirley começou a produzir há dois anos. Em A cidade é uma só? (2012), o diretor já discutia as questões ligadas a segregação do Distrito Federal. 


A filmografia dele também conta com as produções Fora de campo (2010), Dias de greve (2009) e Rap, o canto da Ceilândia (2005). 



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