Coletivos oferecem oficinas do Periferia 360º em escolas públicas de Ceilândia

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[Agência Brasília] Com o objetivo de qualificar o
acesso à cultura urbana, diferentes coletivos do Distrito Federal se uniram
para levar oficinas de discotecagem, dança, grafite e pipa a estudantes dos
ensinos fundamental e médio da rede pública. As ações do Periferia 360º são
levadas diariamente a uma escola previamente escolhida.

Até agora, o projeto passou
por São Sebastião, Planaltina e Ceilândia. A média, segundo os organizadores,
é de 1,2 mil alunos atendidos por região administrativa — eles ficam uma semana
em cada.

Aluno do Centro de Ensino
Fundamental 26 de Ceilândia, Matheus Pereira, de 13 anos, não hesitou e foi o
primeiro a se voluntariar para testar os equipamentos de som na oficina de DJ.
“Meu estilo preferido é o sertanejo, mas gostei de conhecer outro”, conta o
estudante do 7º ano.

Na aula, os participantes
ouvem brevemente sobre técnicas, estilos e mixagem de som, por exemplo. Cada
aluno tem ainda a chance de operar os aparelhos.

Nesta semana, as oficinas
serão encerradas com atividades em colégios e em uma unidade de internação de
Santa Maria. A iniciativa é possível por meio de apoio do governo local,
via Secretaria de Cultura.

Para o projeto, a pasta
assinou um termo de fomento com o Instituto Cultural Black Spin Breakers. O
auxílio financeiro soma R$ 195.972,58 e arca com toda a estrutura, como equipe,
oficinas, palestras, aluguel de equipamentos e material didático.

“Nas oficinas, contamos sobre
a origem da cultura hip-hop, explicamos as diferenças do grafite e da pichação.
Queremos que valorizem a cultura periférica e que o façam com
responsabilidade”, explica Johnny Costa, de 50 anos, conhecido como Gato Preto,
do coletivo Nós que faz.

Depois de passar pela oficina
de grafite, Evellyn Silva, de 12 anos, resumiu a aula: “Aprendi que não devemos
entrar no mundo das drogas e que devemos respeitar todas as pessoas que
merecem, principalmente a família”.

A subsecretária de Cidadania e
Diversidade Cultural da pasta de Cultura, Jaqueline Fernandes, pontua que o
governo tem trabalhado o tema desde o início da gestão.

“Temos feito várias ações
voltadas para a cultura hip-hop, não só na área de linguagens artísticas, mas
também de movimento social com atuação nas regiões administrativas”, avalia.

O Instituto Cultural Black
Spin Breakers surgiu em 2004 e foi formalizado em 2006. A iniciativa foi de um
grupo de b-boys (dançarinos de hip-hop). Ao ganhar experiência, o grupo
englobou outras atividades, como espetáculos e festivais musicais.

Produtor executivo do
instituto, Roni Cézar Santos, de 40 anos, destaca que as oficinas são fruto do
festival Periferia 360º — promovido em novembro 2016.

O evento contou com
apresentações artísticas no Museu Nacional com apoio do governo. “Queremos algo
que tenha uma continuidade, um legado”, observa. O festival se repetirá neste ano,
em outubro.

O termo assinado com a Cultura
engloba ainda oficina de robótica — que será ministrada aos sábados na Escola
Parque de Ceilândia. A intenção é montar uma equipe para disputar competições.

Além disso, o projeto inclui a
escolha de cinco grupos em cada uma das quatro regiões administrativas para
gravação de músicas em estúdio.

A prioridade será para músicos
que ainda não tiveram a oportunidade de gravar. “Ao mesmo tempo em que tem um
diálogo da cultura e educação nas escolas, também temos uma discussão da
profissionalização dessa cadeia produtiva”, conclui a subsecretária Jaqueline.

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