Coluna ONs e OFFs, 5 perguntas – Israel Batista.

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O mal-estar ocorrido entre o seu partido e o PT já foi totalmente resolvido? Como o senhor avalia essa situação hoje? Em caso de rompimento, em que lado o senhor ficaria, é possível prever?
Esse mal-estar ainda não está totalmente esclarecido, mas acreditamos no diálogo. Com boa vontade do partido, das lideranças e do governo, além do envolvimento da executiva nacional, vamos diminuir as tensões e chegar ao consenso. Tenho trabalhado incansavelmente para a melhora dessas relações e para um debate no campo das ideias. Sou contra o rompimento porque temos muito a contribuir, mas obviamente, se ocorresse, ficaria do lado do PDT, o partido de Leonel Brizola, o meu partido.


Como o senhor avalia a gestão de Agnelo Queiroz? É um governo bom para as suas principais bandeiras que sempre foram a Educação e a Juventude?
Ainda falta muito para que essas pautas sejam valorizadas, como acho que deveriam. Mas, ao mesmo tempo, há avanços importantes, a exemplo da aprovação da Gestão Democrática, o café da manhã para nossas crianças da rede pública e melhorias na estrutura das escolas. Agora, somente isso não basta. É preciso valorizar o professor, moralizar os contratos temporários e concatenar a aposentadoria de professores com a nomeação de novos profissionais para manter as salas de aula em funcionamento. Apresentei o projeto de lei de padronização das escolas públicas. Toda escola tem que ter biblioteca, quadra coberta, laboratório de informática, auditório e professor em sala de aula. Tudo isso representa um grande desafio para o governo, mas estou disposto a contribuir com essas pautas de educação e juventude em Brasília.

Como o senhor tem acompanhado essa onda de denúncias que assola muitos políticos de Brasília?

Acredito que toda a denúncia deve ser apurada. Porém, essa onda de denuncismo não pode paralisar a cidade. Brasília já sofreu muito com isso e a dificuldade de gestão que o governo teve no primeiro ano, em grande parte se deve ao cancelamento de todos os contratos realizados entre a Operação Caixa de Pandora e o fim do governo de Rogério Rosso. Há pessoas que precisam de um Estado capaz de atender as demandas da população, não podemos parar.

Quais são os pontos positivos e negativos da atual legislatura? O que poderia ser melhorado?

O ponto positivo desta legislatura foi a economia no primeiro ano de quase R$ 80 milhões. Devolvemos dinheiro, não gastamos tudo. Também houve o compromisso de manter a cidade funcionando e impedir que fosse paralisada por qualquer motivo. O que melhorar? A Câmara precisa dar respostas contundentes à sociedade, criando, por exemplo, um calendário que impeça que todas as votações se acumulem para o fim de cada semestre. Nossas decisões serão mais pensadas.

Como o senhor, que é jovem, avalia o combate ao crack no Brasil e especificamente em Brasília? Teria sugestões?
O crack, além de ser uma questão de segurança pública, é um problema de saúde pública. Há muito o que fazer. Precisamos de políticas públicas para tirar essas pessoas da marginalidade, precisamos de abrigos públicos de recuperação. É fundamental nesse momento que se repense a legislação e trate do assunto da internação compulsória. O Estado deve ter ainda políticas eficazes de prevenção. E política de prevenção não é só publicidade pedindo para a família conversar com as crianças sobre as drogas. Política de prevenção é criança estudando o dia todo, é escola em tempo integral. É o jovem que faz o ensino médio em um turno e se profissionaliza no outro. É terminar o ensino médio e receber do governo auxílio para pagar um curso preparatório para o vestibular, concurso ou para montar o seu próprio negócio. É o programa Poupança Escola.  Então, nós precisamos tratar esse problema de uma maneira mais completa e interromper o ciclo de alastramento dessa epidemia com escola e oportunidade para a juventude.
Por Lívio di Araújo

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