Coluna A voz da verdade – Por Celson Bianchi

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ÁGUA E VINHO

A tentativa desesperada do Senador Cristovam Buarque em buscar apoio em outras legendas para a candidatura insossa do Deputado Reguffe, cujos mandatos foram conduzidos de forma isolada, após a frustração eleitoral de 2010, mostra como determinados partidos estão perdidos entre a chapa recém lançada de Arruda e Liliane Roriz, que as malas voadoras tentam tirar do páreo no tapetão. Juntar o extremista PSOL, com o perdido PSDB de três pré-candidatos, com o PROS, mais do que comprometido com o PT nacional e local, além do PSB e PPS ambos com pré-candidatos já definidos embora sozinhos até o momento, é fazer uma mistura de água e vinho que o eleitor não vai entender, ainda mais na véspera das eleições. O pior desta união é que sangra de morte as candidaturas proporcionais destes partidos.

MAIS UMA

Agora são os funcionários do metrô que anunciam uma nova greve. Em 3 anos e 3 meses de governo diferentes categorias de diversas áreas paralisaram suas atividades e sempre quem pagou o pato foi a população. Na zero hora de sexta-feira próxima os metroviários param suas atividades e o caos no transporte público está, mais uma vez, anunciado. A pauta de reivindicação é a mesma de outubro do ano passado, que segundo os sindicalistas não avançou. A presidente do Metrô e ex-vice governadora de Rogério Rosso, Ivelise Longhi, bem que prometeu atendê-los, mas naquele ritmo que consagrou o mandato tampão no GDF, conforme a música de Martinho da Vila. É devagar, é devagar, devagarinho…


REPROVAÇÃO EM MANCHETE

A reprovação da educação no Distrito Federal estampada em manchete do jornal Correio Braziliense de ontem, consagra o fracasso do setor no atual governo.   Nem mesmo a entrega da pasta para um aliado histórico do senador Cristovam Buarque, numa operação meramente politiqueira, o pedetista Marcelo Aguiar, salva a pasta nesta gestão. Assumiu prometendo escolas de horário integral, mas até agora pouco fez. Escolas mal conservadas, merenda péssima, atraso no repasse dos recursos destinados ao PDAF, além de greves anuais e falta de professores diárias, comprometem a educação e o futuro dos alunos da rede pública. Para piorar o quadro a violência alarmante finaliza o horror daquela que deveria ser uma área prioritária para o governo.  

SAÚDE NA BERLINDA

Por mais que se gaste dinheiro na área da saúde no DF e olha que não é pouco, o setor é dos mais reprovados pela população. Nem mesmo a ajudinha do IBGE decantando o  DF como o maior orçamento do Brasil, graças ao Fundo Constitucional, embora se esqueça de dizer que grande parte do dinheiro é para pagar salários e contratos milionários de manutenção, como limpeza e vigilância, quando os hospitais carecem de insumos básicos para fazer cirurgias e atendimentos de emergência, além dos equipamentos quebrados e a falta de remédios e UTIs, sem falar na tradicional falta de médicos.  Tem gente já pensando em deixar de lado um arriscado projeto político eleitoral para coordenar a campanha majoritária, onde os recursos são muito mais robustos e o risco é muito menor.

DROGAS A GUERRA PERDIDA

O absurdo consumo de drogas no distrito Federal coloca como tempo perdido as ações desenvolvidas pelo poder público até o momento. Fuma-se e cheira-se em todo lugar, para desespero das pessoas de bem. A venda acontece em céu aberto, basta olhar com maior atenção para o setor comercial, a biblioteca nacional e o parque da cidade. A política de combate as drogas consumiu muito dinheiro, mas foi conduzida para a promoção pessoal de alguns poucos e não para combater as drogas realmente. Resultado é o prejuízo irreparável para as futuras gerações da nossa cidade.


CHUVA DE RECLAMAÇÕES

Embora o país enfrente uma forte perspectiva de racionamento de energia por falta de chuva, no DF a chuva não deixa a desejar. Além da abertura da barragem do lago Paranoá por excesso de água, no PROCON a chuva também está incessante, mas é de reclamações dos consumidores que não têm seus pedidos resolvidos. Nem mesmo o anúncio de pesadas multas está resolvendo, e internamente funcionários dizem baixinho que as multas aplicadas estariam prontas para serem revistas. Será? Afinal em ano de eleição dinheiro não cai do céu. 


DEFESA MAL VISTA

A entrevista concedida pelo enrolado Diretor do DFTRANS Marco Antonio Campanella, também presidente do PPL, partido já comprometido com a reeleição, mostra que o GDF deve ter mais cuidado na escolha dos que coloca para defendê-lo. Campanella está mais para as páginas policiais do que políticas e para quem construiu a candidatura falando em ética, tê-lo como defensor gera mais repulsa do que agrega soluções. Fraco na gestão do DFTRANS, autarquia que utilizou como bem quis para fortalecer o seu partido, pode sair de cena a qualquer momento com o avanço das investigações em curso no MPDF. É esperar para ver.

Frase da semana: “Será que o DFTRANS cobrou os milhões em multas das empresas que deixaram de operar o sistema coletivo, como a Viplan, Santo Antônio e outras ou elas foram simplesmente perdoadas?”


Por Celson Bianchi/Imagens Google

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