Coluna A Voz da Verdade – Por Celson Bianchi

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GOVERNO OU OPOSIÇÃO 

A deputada Érika Kokay, do PT/DF está recolhendo de forma virtual assinaturas num manifesto de sua autoria, contra o projeto de lei do PPCUB encaminhado pelo GDF, a ser encaminhado ao governador Agnelo Queiroz e ao Deputado Wasny de Roure, presidente da Câmara. Com duras críticas ao projeto Érika espera faturar o apoio, em forma de votos, de milhares de pessoas que são contra a proposta. Tem gente no PT que consegue ao mesmo tempo ser governo e oposição, e assim pensam confundir o eleitor.  O presidente do partido já foi acionado para apagar mais este incêndio do fogo amigo.

SANTA INCAPACIDADE

Agora está provado. Assim como aconteceu no seu mandato de deputado distrital, quando pouco fez pela cidade e pela população do DF, o hoje deputado Reguffe também fez pouco ou quase nada no seu mandato de federal. Já estamos iniciando as discussões das eleições para a próxima legislatura e Reguffe não liberou um único centavo das emendas que apresentou em favor da saúde, educação e segurança. O nobre parlamentar tem que entender que liberar as emendas apresentadas também é papel do deputado. Não basta aprovar o dinheiro tem que brigar para que os recursos sejam liberados e atenda os seus objetivos, apresentar a emenda ou o projeto e deitar em berço esplêndido esperando cair do céu é uma demonstração de total incapacidade política, a merecer reprovação como representante do povo.  Este comportamento conveniente e eleitoreiro também merece a hashtag #vaitrabalhardeputado.

HASHTAG DOS DISTRITAIS

Em resposta a hashtag lançada pelo Correio Braziliense #vai trabalhar deputado, com o entusiasmado apoio do Buriti, alguns parlamentares corajosamente sugeriram lançar a hashtag #larga o dinheiro da publicidade, para atacar o gasto de mais de 200 milhões, só este ano, com publicidade e propaganda nas barbas do Tribunal de Contas, do TRE e do MPDF. Na avaliação dos distritais estes recursos seriam muito melhor investidos na educação, na saúde e segurança. Pena que de público ninguém teve coragem de dar nome aos bois.

FIASCO NA SAÚDE

A saúde do GDF está colhendo o que plantou nos últimos 03 anos, gastos enormes com custeio, pessoal e publicidade, muito pouco de recursos em investimentos, apesar do orçamento de bilhões. A queda da tenda em Ceilândia, a revolta dos pacientes na UPA recém inaugurada na mesma cidade, além das tentativas frustradas de terceirização dos serviços de lavanderia, culminando com o fechamento da unidade de pediatria do hospital de Santa Maria. É uma área que lamentavelmente tem muito pouco a comemorar, para desespero da população. 

GRAMADO MALTRATADO

É uma vergonha a atual situação do gramado da esplanada dos ministérios.  Tanto foram os desmandos e os eventos para atender a turma do lucro fácil, que exploraram o local sem um mínimo de cuidado, que hoje o que se vê é lama e terra, muito distante do gramado que serviu por muitos anos como cartão postal da cidade. O IPHAN, órgão responsável por defender a região tombada da capital federal, simplesmente fechou os olhos e a cidade perdeu e vem perdendo. A bienal do livro, por exemplo, tem como porta de entrada a lama quando chove e a poeira quando seca. Lamentável. 

PASSADO INCÔMODO

O senador Renan Calheiros, presidente do senado federal, não poderia ter sido mais cruel com o senador Rodrigo Rollemberg, virtual candidato ao governo do DF pelo PSB. Renan, cheio de ironia, manifestou sua satisfação com a atual indicação do senador de Brasília, que sugeriu um nome técnico para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, pois na vaga anterior Rodrigo indicou, sem qualquer constrangimento, a mãe do presidente nacional do seu partido, cuja intimidade com finanças pública não tinha nada de técnica. A ironia ganhou destaque nacional e deixou Rollemberg numa saia justa sem tamanho. Afinal, quem age com a conveniência política do momento não pode esquecer o que fez no verão passado. 

AUSÊNCIA PROGRAMADA

Cortejado por quase todos os partidos, em especial os que já possuem candidatura definida, o PSD comandado pelo ex-governador Rogério Rosso, apresentou um projeto de plano de governo com algumas propostas interessantes, como a autonomia financeira das administrações regionais e outras mirabolantes como a incorporação dos municípios do entorno ao DF. Presentes quase todos os grandes partidos do DF, à exceção do PMDB, cujo presidente regional, o vice-governador Tadeu Fillipeli, não se dá com Rosso. Até mesmo o PT que foi recentemente atacado por Rosso na propaganda eleitoral, engoliu a seco e mandou seu presidente local o deputado Policarpo para prestigiar o lançamento, de olho apenas nos preciosos minutos da propaganda eleitoral do PSD.

INFELICIDADE NA LARGADA

Logo na primeira entrevista após ser indicado pelo PSDB como seu virtual candidato ao governo do Distrito Federal, o deputado Pitiman deu uma escorregada feia ao admitir, em resposta à última pergunta, a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa ao governo em nome de uma coligação mais forte. Depois de uma luta interna que rachou o partido, admitir não concorrer, logo na primeira manifestação pública demonstra pouca convicção em si mesmo e afasta os possíveis aliados. Afinal os partidos políticos ou estão do lado de quem já está no poder ou querem estar junto de quem tem convicção de alcançar o poder. No caso, o candidato tucano não preenche nenhum dos requisitos e corre o risco de fazer sua caminhada de forma solitária, para desespero dos seus candidatos proporcionais. Derrapou logo na largada.

Frase da semana: “As acusações de Durval não podem ter tratamento seletivo. Todos que foram acusados por ele devem ser investigados, doa a quem doer, sob pena de se fazer justiça pela metade ou injustiça por inteiro. Afinal se a palavra dele serve para acusar alguns não pode ser ignorada para inocentar quem quer que seja.” 

Por Celson Bianchi

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