Coluna Voz da Verdade – Por Celson Bianchi

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QUEM  SE RESPONSABILIZA?

A recente absolvição do ex-presidente Collor pelo STF no último processo referente ao seu afastamento da presidência da República e a absolvição do ex-governador Roriz no processo de improbidade movido pelo MPDF no caso que ficou conhecido como bezerra de ouro, que lhe tirou do Senado Federal e lhe impediu de ir até o fim na candidatura ao GDF nas eleições de 2010 chamam a atenção pelas consequências graves que acarretaram. Ao fim e ao cabo, quem se der ao trabalho de reler as notícias da época dos dois episódios e o conteúdo da sentença no tribunal de justiça no caso Roriz e no Supremo no caso de Collor fica estarrecido com a falta de sintonia entre o que foi publicado somado ao que afirmou o Ministério Público em cada denúncia. Segundo um advogado amigo deste colunista a distância entre a acusação e a verdade posta no julgamento beiraram à denunciação caluniosa. Será que podemos esperar o mesmo em outros casos de grande estardalhaço na capital federal?


QUEM ESTÁ PAGANDO?

Depois da entrevista concedida ao Correio Braziliense e panfletada por servidores no seu gabinete na rodoviária do plano piloto, onde afirmava que sua candidatura ainda seria colocada na mesa com outros partidos, sem imposição, estranham aqueles que acompanharam as ações do pré-candidato tucano, o deputado Pitiman, com gastos altíssimos na locação de casa luxuosa no Lago Norte para servir de comitê eleitoral e a contratação de marqueteiro de renome nacional, um tal de Chico Santa Rita, cujo passe não é nada barato. Se a candidatura não está definida, quem estará pagando despesas tão altas em plena pré-campanha?

MINISTÉRIO PÚBLICO NAS ESCOLAS

Se o MPDF e o MPF tiverem a coragem de enfrentar com firmeza as dificuldades enfrentadas nas escolas públicas do DF, certamente a população vai descobrir que o faz de conta da propaganda oficial está muito distante da realidade. No Paranoá as escolas estão devendo os fornecedores as compras efetuadas em 2013 no programa de descentralização administrativa e financeira, o PDAF, e funcionários e professores fazem vaquinha para ajudar na merenda. Quem se arriscou a denunciar agora tem acompanhamento de perto da Regional de Ensino, numa espécie de mordaça. Isto para falar o mínimo do que acontece nas escolas, além da falta rotineira de professores, que já compromete o ano letivo. Tem professor e funcionário querendo saber onde estão as escolas mostradas na propaganda, pois querem ser transferidos, mas não as encontram. Parece que a educação no DF está cada vez mais na era virtual. 

NOVO COMANDO

O governador Agnelo já bateu o martelo no nome do novo administrador da cidade de Taguatinga. Trata-se do petista Antonio Sabino de Vasconcelos Neto, que até dias atrás estava comandando a Administração do Cruzeiro, onde ao que parece não deixou saudades. Sabino também teve uma passagem relâmpago na administração de Taguatinga no atual governo, quando ficou menos de 6 meses no cargo, entre abril e outubro de 2011. Fontes da nossa coluna informaram que a escolha foi somente do governador e que o deputado Washington Mesquita teria abdicado da indicação, que tanto desgaste já lhe trouxe. Quem sabe para alçar vôos maiores em breve. Quem viver verá.


QUEM NASCEU PARA SUPERMERCADO

Dificilmente vai virar shopping center. Este é o ditado que corre na Ceilândia em razão da operação da Agência de Fiscalização do GDF que fechou o popular supermercado Tatico, (foto) há anos instalado na cidade. Funcionários e clientes estão inconformados com a rapidez e eficácia da decisão de fechar o estabelecimento por falta de alvará, uma vez que parte da construção está na área pública, o que lhe impediu de tirar o alvará. Bem perto dali o shopping JK, de propriedade do megaempresário Paulo Octávio, continua funcionando normalmente, embora também não tenha alvará e muito menos habite-se. Mas fiscalização da AGEFIS, que é bom nada. A cada dia novas lojas são abertas ao público e ao que parece manda quem pode e fecha os olhos quem tem juízo. 


POR FALAR EM AGEFIS

Tem político que não aprende. Não é de hoje que a população do DF olha com maus olhos esta história de político que suja todas as cidades com faixas enaltecendo seu amor com cada uma delas, como se isto fosse lhe render, num passe de mágica, mais votos nas próximas eleições. Mesmo com a conivência da AGEFIS, as faixas espelhadas em balões, praças e locais de grande movimento deixam as cidades mais feias e o efeito é amplamente negativo.  Nem mesmo a praça do Buriti, bem em frente ao palácio de governo escapa destas iniciativas eleitorais disfarçadas. Os deputados federais Policarpo e Magela bem que podiam solicitar aos seus assessores que tirassem as faixas,  que ao invés de ajudar na exposição positiva do nome do político, acabam por deixá-los mal na fita. Afinal que deve usar venda nos olhos é a justiça e não a AGEFIS.

TURMA DO OUTDOOR

Os fiscais do Tribunal Regional Eleitoral já está identificando a chamada turma do outdoor. São personagens da política local que estão buscando espaço em programas de rádio e televisão e transformando o curto período jornalístico para se promoverem em espaços publicitários pagos sabe-se lá por quem. Esquecem que a população já sabe de cor e salteado quem tem história, compromisso e coerência na política da sua cidade e não vão se influenciar por propaganda enganosa. O TRE está de olho.

DESCASO TOTAL

A cidade do Itapoã passou um final de domingo e início de segunda-feira de cão. A chuva forte acabou com a energia da cidade, pois, segunda a CEB, teria danificado quase um kilômetro da rede elétrica, uma rotina em todas as cidades cada vez que chove. Mas o castigo foi maior, uma vez que ao faltar energia o sistema de abastecimento de água da cidade também foi interrompido e com isto o Itapoã ficou também sem água. Moradores e comerciantes passaram o dia num sofrimento que ninguém merece.
 
Frase da semana:”Não seria de todo mal se as promotorias de saúde do Ministério Público do DF tomassem a mesma iniciativa da promotoria de educação e passassem a visitar os hospitais, postos de saúde e UPAS no DF, a população agradeceria penhoradamente.” 

Por Celson Bianchi

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