Com elevador quebrado, hospital de Samambaia move pacientes pelas escadas

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Em vídeo obtido pelo
UOL, uma mulher de cadeira de rodas é carregada por três funcionários até o
andar abaixo.

Em uma outra imagem, dois
funcionários sobem as escadas com um homem deitado em uma maca. Segundo a dona
de casa Maria de Lourdes, de 65 anos, é comum que os elevadores do hospital
quebrem com frequência. “Além do trabalhão dos funcionários que se revezam
para carregar os pacientes para cima e baixo, ainda tem a segurança, né? Um
passo em falso pode resultar num baita acidente.”

Nas imagens, uma funcionária
diz preocupada: “Cuidado para não vir para frente [cadeira de rodas].
Gente, coloca de costas.” 

O técnico em enfermagem Jorge
Viana afirma que o Hospital Regional de Samambaia está sem condições de
trabalho. Segundo ele, o mau funcionamento dos elevadores pode interferir
diretamente na saúde dos pacientes.

“Os elevadores estão sem
condição de subir o pessoal. E tem gente aqui que chega em estado grave,
operado, né? Que não conseguem mesmo subir as escadas. Aqui, elevador é
necessidade e não luxo. Além disso, o pessoal da Secretaria de Saúde está
escalando os funcionários que fazem hora extra para subir os pacientes em maca
e cadeiras de rodas. Um caos”, diz o funcionário.

Os problemas se agravam com
uma greve de servidores. Técnicos e auxiliares das áreas de enfermagem e
radiologia estão em greve há 11 dias. Eles cruzaram os braços para cobrar do governo
do Distrito Federal uma gratificação no salário negociada na gestão do
ex-governador Agnelo Queiroz, em 2013.

De acordo o vice-presidente do
Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF), Jorge
Viana, a paralisação afeta a preparação de pacientes para cirurgias, marcação
de consultas e serviços ambulatoriais.

Segundo o Sindate a
gratificação chega a representar até 55% do que eles recebem. Os salários
iniciais para técnicos e auxiliares de enfermagem e radiologia variam entre R$
1,8 mil e R$ 3,6 mil. Ao todo, há 15 mil na Secretaria de Saúde. O número
representa quase metade da força de trabalho – 32 mil.

Em nota, a direção do Hospital
Regional de Samambaia informou que os técnicos da empresa responsável pela
manutenção, ao iniciarem o conserto, verificaram que faltavam novas peças além
das já solicitadas. Um novo pedido já foi encaminhado e as peças devem chegar
até sexta-feira (5).

Já a Secretaria de Saúde do Distrito Federal
informou que os elevadores estão sem funcionar desde segunda-feira (31), e não
há duas semanas, como relataram alguns funcionários.

*Informações Edson Sombra / UOL

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