Com vocês, das ruas da Ceilândia: Rapper Japão

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Brasília, 1969: 79.128 pessoas morando em 14.607 barracos. Brasília, 1971: nascia a Ceilândia, e também nascia Marcos Vinícius Moraes, que nos anos 1990 tornou-se um dos principais rappers do Distrito Federal. Estamos falando de Japão, que começou sua carreira com GOG, em 1992, fez parte do grupo Viela 17, até 2008, e segue sua carreira hoje com muitos shows solo ou acompanhado por seus aliados, com máximo respeito na cena do rap nacional.

Ceilândia, 2014, ano de eleição, após mais de uma década de um governo que olhou para a juventude, para os pobres, mas que ainda tem muito o que mudar. Para falar disso tudo, Japão recebeu a equipe do Muda Mais e falou sobre voto nulo (o que considera uma “tremenda burrice”), sobre seu novo trabalho intitulado “20 de 40”, que faz referência aos seus 23 anos de carreira e 43 de idade, e claro, falou sobre a Ceilândia.
Em um bate-papo numa padaria próxima à Praça do Cidadão, encontramos outro ícone da cultura de Brasília e da Ceilândia, o cineasta e amigo de Japão Adirley Queirós, que aproveitou para garantir seu disco autografado e convidar o rapper para participar de mais um de seus filmes. Convite aceito, Adiley foi embora e o papo efervescente com Japão começou.
“O meu apelido foi herdado nas ruas da Ceilândia”, conta orgulhoso Japão. “Até hoje, no IBGE, consta lá que somos 300 mil habitantes, mas infelizmente o IBGE não conhece a Ceilândia. Nós somos mais de 600 mil. Somos um povo que não foi acuado, nós acuamos. Tentaram fechar as extremidades da Ceilândia para que nós não atingíssemos, mas conseguimos atingir com o cinema do Adirley Queirós, através do rap com Câmbio Negro, comigo, com Marquinhos Tropa de Elite, com vários outros rappers da cidade conseguimos atingir e ferir o sistema. Essa é a Ceilândia viva que eu acredito”, fala o rapper.
Aqui dá pra conferir o videoclipe da música que dá nome ao disco, com cenas da Ceilândia de 1971 e da Ceilândia de 2013.
http://coletivosacode.org/

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