Começou ontem em Ceilândia O Maior São João do Cerrado, evento misturou ritmos e surpreendeu público

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Começa a oitava edição do maior evento junino fora de época do país, O Maior São João do Cerrado, e o palco montado em Ceilândia, a cidade mais nordestina do Distrito Federal, recebeu na abertura do evento o Balé Flor do Cerrado numa coreografia com o grupo Patubatê. Os grupos brasilienses fizeram a abertura para a entrada dos cariocas do Monobloco.


A apresentação do grupo de dança oficial da festa foi impactante e misturou o contemporâneo ao popular, com um toque de modernidade. Os bailarinos, liderados pelo protagonista Gustavo Gris, surgiram no palco com um figurino ambientado nas xilogravuras do pernambucano J. Borges, grande homenageado deste ano.
A cultura nordestina da obra do mestre xilogravurista se misturava aos passos cuidadosamente estudados e coordenados pelo coreógrafo Willy Costa, responsável pelo Balé. Para completar o cenário, os meninos do Patubatê, com suas latas, vasilhames, orelhões, panelas e tonéis, fazendo um som peculiar, retirado dos mais inusitados objetos.

O grupo formado pelos músicos Fred Magalhães, Fernando Mazoni, DJ Leandronik, Gustavo Lavoura e Pablo Maia se uniram em 1999 com a proposta de retirar som de sucata. Nas mãos deles, todos os materiais viram instrumentos musicais. Seus trabalhos sofrem influência dos norte-americanos Stomp e Blue Man Group e de Hermeto Pascoal, aliada à criatividade e valorização dos ritmos brasileiros.
Os integrantes já levaram seus shows performáticos a todos os estados do Brasil e alguns países como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Polônia e Continente africano. Este ano, foi a vez de estrearem no palco d’O Maior São João do Cerrado.




Monobloco

O festival continua e os shows não param. Logo após a abertura, os primeiros a se apresentarem foram o batuqueiros do Monobloco. Munidos de seus tambores, Pedro Luís e seus companheiros esquentaram a noite dos ceilandenses e dos turistas com um arraial preparado especialmente para o evento.
Pelo repertório, clássicos do cancioneiro nordestino e popular brasileiro, como Turnê Nordestina, de Alceu Valença, Táxi Lunar, de Zé Ramalho e Pedras que Cantam, de Dominguinhos.
Teve espaço, ainda, para as quadrilhas, entre elas Frevo MulherPula a FogueiraOlha pro Céu, e Isso Aqui Tá Muito Bom. Os tradicionais sambas sempre presentes no set list do grupo também foram lembrados e embalados ao lado de outros hits, como AlagadosNão Deixe o Samba MorrerMe Deixa, d’O Rappa, e Garota Nacional, do Skank.





“A música brasileira tem essa generosidade de nos proporcionar um grande manancial de ritmos e diversidade”, destacou Pedro Luís, um dos vocalistas do grupo. “O bacana de uma festa assim, em clima junino, é que a galera responde às nossas brincadeiras, vai na onda”, continuou ele.
Pedro Quental, outro vocalista, se disse de alma lavada: “Não é junina, nem julina, é agostina. É sempre tempo de fazer festa. Estamos muito felizes por nos apresentar pela primeira vez em Ceilândia e de cara num evento como o São João do Cerrado”, comemorou.
E a festa não para. Hoje ainda temos Banda Magníficos e Bob Nickson no palco principal. Sem falar no forró que rola solto nas ilhas e no Coreto José da Costa Leite. Tem música até o sol raiar. Não percam!

Assessoria de imprensa do evento
Imagens Douglas Protázio

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