Comissão da CLDF constata situação de desmonte da UPA da Ceilândia

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O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos
da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT), esteve na manhã desta sexta-feira (11) na
Unidade de Pronto Atendimento – UPA da Ceilândia, onde constatou a iminência de
fechamento da unidade, a exemplo do que já vem acontecendo em Sobradinho e
Núcleo Bandeirante.

A situação nas UPAs é a mesma: redução do quadro de
servidores (médicos e enfermeiros) com o fim dos contratos temporários e a
falta de renovação dos mesmos.
Na Unidade da Ceilândia, por exemplo, 44 médicos se
revezavam nos plantões, garantindo uma média ade seis profissionais por turno.
Nessas condições, eles atendiam cerca de 8 mil pacientes ao mês. Hoje, são 17
médicos. Descontando os que estão em férias, 12 profissionais participam da
escala de plantão. “Normalmente são 2 pela manhã e um à tarde”, informou a
gerente administrativa da UPA, Adriana Alves do Nascimento. Pelo levantamento
de julho, pouco menos de 3 mil pacientes foram atendidos naquele mês.
Ricardo Vale foi informado que os contratos temporários
que ainda restam serão encerrados no próximo dia 3 de outubro, quando a UPA não
terá mais condições de funcionar, nem mesmo para atender pacientes de urgência
e emergência. Parentes de pacientes internados fizeram um apelo ao petista para
que lute pela manutenção da UPA. Eles argumentam que a Unidade de saúde
representa um enorme benefício para a população, considerando que o Hospital
Regional de Ceilândia não comporta a demanda e também sofre com a falta de
profissionais.
Para o presidente, o acesso à Saúde é um dos direitos
elementares de qualquer cidadão “e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos
não ficará de braços cruzados vendo a população ser privada do atendimento nas
UPAs. Em Sobradinho e região, a comunidade já está se organizando para impedir
o fechamento da Unidade. A mesma mobilização deverá acontecer em Ceilândia,
Taguatinga, Núcleo Bandeirante e onde mais houver ameaça de redução dos
serviços públicos de saúde”.
Alimentação
Os servidores públicos que estavam trabalhando na UPA
da Ceilândia nesta manhã de sexta-feira também informaram ao deputado que as
refeições só seriam servidas aos pacientes, pois o fornecedor suspendeu as
entregas aos trabalhadores da Unidade por falta de pagamento por parte do
Governo do Distrito Federal.
Equipamentos, Medicamentos e Insumos
Os dois plantonistas da manhã relataram a falta de
medicamentos, de insumos básicos, de equipamentos danificados e da falta de
condições para a realização de exames laboratoriais.
Após visitar as dependências da UPA e conversar com
médicos, enfermeiros, administrativos, pacientes e familiares, Ricardo Vale
disse que é um “crime” o Governo não concentrar esforços para manter e melhorar
ainda mais as UPAs do DF, um dos serviços públicos mais bem avaliados e
aprovados pela população. “Ao invés disso, o Governo quer pegar a contramão da
vontade popular e privatizar o setor. Pelo menos foi isso que o secretário de
Saúde, Fábio Gondin, sugeriu quando afirmou no plenário da Câmara Legislativa,
na quinta-feira (10) que ‘o fechamento das UPAS ou sua gestão por OS não está
descartada’”, ponderou o parlamentar do PT.

Mesmo depois de obter dos 24 deputados da Casa o
direcionamento de 80% das emendas para a Saúde, o secretário Fábio Gondim não
foi claro e objetivo em suas respostas aos distritais. “O secretário não
apresentou um plano de trabalho que traga resultados mais imediatos para
retirar a saúde pública do DF do estado de indigência em que se encontra. E nós
estamos muito atentos a cada ação do Governo para defender o direito dos
cidadãos”, finalizou Ricardo Vale.

Blog do Edson Sombra

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