Conduta, MPDFT e PCDF fazem palestra em escola de Ceilândia sobre violência escolar e corrupção

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Os gestores e
professores das escolas, nas últimas décadas, têm passado por muitas
dificuldades e dúvidas para lidar com o crescente aumento dos casos de
indisciplina e atos infracionais nas Escolas. Essas dificuldades são mais
acentuadas nas Escolas públicas pelas suas características: plural, para todos,
universalizada na diversidade da condição humana. Além do aumento dos casos de
violência, elas são cada vez mais cruéis e perversas. Ameaças, intimidação,
agressão física e moral, utilização de drogas e álcool, depredação, furtos,
entre outros, são cada vez menos exceção no interior das Escolas. É cada vez
mais comum as escolas aparecerem em noticiários policiais com casos de
violência, gerando preocupação e debates na sociedade.
Diante deste
cenário, os Especialistas do Conduta e da Promotoria da Infância e Juventude do
DF reuniram-se para promoverem palestras nas escolas públicas e privadas do DF no sentido de estabelecer a prevenção
primária com duas temáticas relevantes nacionais: atos infracionais e suas
consequências lesivas em razão da conduta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e a Campanha: o
que você tem a ver com a corrupção!?
do Ministério Público.
Com isso, o
colégio Centro de Ensino Ebenézer de Ceilândia Sul, no dia 19.03, foi
contemplada e recebeu o Promotor de Justiça de Defesa da Infância e Juventude
do DF Renato Barão Varalda, os Especialistas do Conduta e do Atendimento
Socioeducativo Valdigne Baia e Roges Ribeiro e o convidado especial o
Coordenador de Plantão da Divisão de Operações Especiais da Policia Civil do DF
o Sr. Paulo Martins.
O Projeto
“O que você tem a ver com a
corrupção?” é voltado à formação do ser humano com vistas ao exercício da
cidadania plena, tendo a área da Educação como instrumento difusor e o princípio da ética o seu elemento norteador.
“Acreditamos na transformação pela educação e na
conscientização das crianças e jovens como caminho para um Brasil mais justo e
mais sério. É preciso, a partir de nossas próprias condutas diárias, dar o
exemplo às novas gerações, mostrando a elas
que ser ético vale a pena”, ressaltou o promotor Renato Varalda.
O projeto
Conduta tem a finalidade de abordar as consequências dessa violência escolar
diferenciando sobre atos infracionais e atos de indisciplina escolar, além de
apresentar as “portas” de entrada as medidas socioeducativas como sanções
judiciais no que tange adolescentes
em conflito com a lei.
Além da parte teórica, o que as
escolas na prática devem fazer para evitar a violência?
“A escola tem
que reavaliar seus métodos pedagógicos de modo a contribuir para a detenção da
violência. É preciso procurar analisar o histórico familiar dos alunos e

articular ações conjuntas com a família envolvida e demais
profissionais atuantes na rede local
de proteção à criança e ao adolescente, tais como assistente social,
psicopedagogo, orientador educacional etc. Outrossim, o tipo de disciplina que
existe na sala de aula e no centro
educacional é de fundamental importância na
construção  de uma boa conduta. A
constante supervisão nas aulas e no pátio,
assim como em cantinas (durante o recreio), pode-se detectar se está ocorrendo
alguma agressão escolar. Professores e monitores devem estar presentes,
sempre”, explicou Valdigne Baia.
As escolas serão
o importante ambiente de execução, de modo a envolver estudantes, professores,
responsáveis e comunidade. Com a
presente proposta, pretende-se propiciar, no
ambiente escolar, momentos de reflexão sobre a cultura da corrupção e
violência escolar que afeta a vida contemporânea da sociedade e a necessidade
de superá-la.

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