Conheça os coordenadores da transição de Rodrigo Rollemberg

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O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), definiu nesta sexta-feira (31) os seis coordenadores do governo de transição, que terão a responsabilidade de preparar a equipe para a posse e o início dos trabalhos do novo governo em 2015.
O coordenador geral de transição será o jornalista Hélio Doyle, que já tinha sido anunciado no início da semana. A coordenação executiva fica a cargo de Leany Lemos, e a área técnica será chefiada por Carlos Henrique Tomé (veja perfis abaixo).

Rômulo Neves, Paulo Salles e Marcos Dantas completam o time nas áreas de “relação com o governo”, “objetivos estratégicos” e “relações políticas e com a sociedade”, respectivamente. Dos seis escolhidos, três são professores da Universidade de Brasília (UnB) e quatro têm atuação relacionada ao PSB.
Na próxima semana, os coordenadores devem anunciar a composição de 26 grupos temáticos. Os partidos que apoiaram a chapa do PSB durante a campanha eleitoral devem fazer indicações técnicas e políticas para a formação das equipes setoriais.
A primeira tarefa do grupo de trabalho, delegada por Rollemberg, é a análise das contas públicas do DF. O governador eleito recebeu da coordenação de campanha, ainda na disputa de segundo turno, relatórios que citavam um déficit de R$ 2,1 bilhões no orçamento.
“Existe um déficit já assumido pelo atual governo e publicado no Diário Oficial de R$ 2,1 bilhões. Nós vamos estudar agora com a transição, tendo acesso a todos os dados do DF, quais são as medidas que nos permitirão equilibrar financeiramente o DF”, disse Rollemberg no primeiro discurso após o resultado da eleição. O GDF nega a dívida e afirma que entregará as contas equilibradas no dia 31 de dezembro.
Primeira reunião

Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiroz fizeram a primeira reunião de transição no Palácio do Buriti nesta sexta (31). Acompanhados dos vice-governadores, eles conversaram por cerca de uma hora e vinte minutos. Os detalhes sobre o conteúdo do encontro não foram revelados.

Após a reunião, Agnelo voltou a negar a existência de um déficit nas contas públicas. “Nós temos que ter responsabilidade e dar as informações para o governo. Cabe a nós, até 31 de dezembro, cumprir todas as obrigações necessárias do estado. Vamos passar um grande superávit ao próximo governador”, afirmou, sem divulgar valores.

O governador eleito também listou alguns dos projetos que pretende colocar em prática a partir do dia 1° de janeiro. Rollemberg cumprimentou o governador atual pela postura “cooperativa” desde o anúncio da sucessão, no domingo (26). “Desde o primeiro momento, quando me ligou para me cumprimentar pela eleição, [Agnelo] disse que colocaria o governo à disposição para uma transição pacífica e democrática.”

“Temos alguns compromissos assumidos durante a campanha, como a criação do Conselho de Transparência, composto exclusivamente por entidades da sociedade civil, e a redução no numero de cargos comissionados e de livre provimento.”
Conheça os coordenadores da transição de Rodrigo Rollemberg
– Hélio Doyle, coordenador-geral

Foi coordenador de comunicação das campanhas de Rollemberg e do senador eleito Reguffe (PDT) nas eleições deste ano. Professor da UnB, também foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

– Leany Lemos, coordenadora-executiva

Doutora pela UnB em estudos comparados das Américas e pós-doutorada em ciência política pelas universidades de Oxford (Inglaterra) e Princeton (Estados Unidos). É consultora legislativa do Senado, onde também atua como chefe de gabinete da liderança do PSB.

– Carlos Henrique Tomé, coordenador de área técnica

Engenheiro civil, bacharel em direito e mestre em relações internacionais. É consultor legislativo do Senado, onde também atua como subchefe de gabinete da liderança do PSB.

– Rômulo Neves, coordenador de relação com o governo

Bacharel em ciências sociais, mestre em sociologia e diplomacia com especialização em economia e relações internacionais. É diplomata e ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil junto à Etiópia e à União Africana.

– Paulo Salles, coordenador de objetivos estratégicos

Biólogo, com PhD em ecologia pela Universidade de Edimburgo (Escócia). Foi presidente da Fundação de Apoio á Pesquisa do DF (FAP-DF) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá. É professor da UnB.

– Marcos Dantas, coordenador de relações políticas e com a sociedade

Bacharel em administração, com pós-graduação em administração pública. É servidor do governo federal cedido para o Senado, onde atua como assessor técnico da liderança do PSB. É também presidente do PSB no Distrito Federal.

Por Mateus Rodrigues do G1

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