Contagem regressiva para paralisação geral da capital

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[Jornal de Brasília] Uma mobilização unificada de todas as categorias
atingidas com o calote do governador Rodrigo Rollemberg organiza uma
paralisação para amanhã. Já com indicativo de greve, as 32 categorias
reivindicam o cumprimento de leis aprovadas ainda na gestão de Agnelo Queiroz e
que garantem reajustes salariais. Elas deveriam ter sido cumpridas há um ano,
mas foram negligenciadas pela atual gestão, que já sacramentou: dará o calote.
O Movimento Sindical Unificado em Defesa do Servidor Público do Distrito
Federal organiza uma paralisação de 24 horas para todas as categorias e faz
assembleia, amanhã, mas já com indicativo de greve.

O governador diz que tentará convencer os servidores a não paralisarem
as atividades, mas que cortará o ponto de quem fizer. “A greve é um direito do
servidor. Vamos buscar dialogar e convencer os servidores a não entrarem em
greve, porque, se não estamos pagando os aumentos, é por total impossibilidade
de fazê-lo”, afirmou. “Se houver greve, haverá corte de ponto”, reitera
Rollemberg.

“Se o governo pagasse o aumento, atrasaria o salário já no primeiro mês.
Eu tenho convicção de que os sservidores preferem a garantia de ter o salário
pago em dia”, reforçou.

Paralisação relâmpago

Ontem, o SindSaúde-DF organizou uma paralisação relâmpago de 12 horas em
alguns setores do Hospital de Base de Brasília, para mostrar à população o
sucateamento da unidade. “O governador Rollemberg erra ao achar que a greve da
saúde é meramente por causa do calote. É também pelas péssimas condições de
trabalho que somos impostos diariamente, é pelo total sucateamento com o único
objetivo de entregar o SUS para o empresariado que não tem compromisso algum
com a vida da população”, dispara Marli Rodrigues, presidente da entidade que
representa os servidores da Secretaria de Saúde.

No Hospital de Base, foram fechados o laboratório, o arquivo, a farmácia
e a radiologia, entre outros. Conforme a entidade, o governo “tem deixado a
Saúde um caos, com a clara intenção de entregá-la às organizações sociais”.

Carta a Michel Temer

Delegados da Polícia Civil, que estão em
paralisação de 48 horas até amanhã, foram ao Palácio do Planalto levar a atual
situação da categoria ao conhecimento do presidente da República, Michel Temer.
Na porta da sede do Poder Executivo, foram recebidos pelo ex-vice-governador do
DF, Tadeu Filippelli (PMDB), assessor de Gabinete do presidente.
Eles pediram intervenção do peeemedebista para que
seja encontrada uma solução para o impasse entre a corporação e o Governo do DF
– eles buscam paridade salarial com a Polícia Federal.

*Informações Jornal de Brasília

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